Será que, entre os
meus amigos do Facebook e leitores - regulares e menos regulares -
do meu blogue "O Ovo da Serpente" haverá alguém que conheça uma tolinha de Leiria chamada Inês Santos Silva? Tem 23 aninhos, frequentou o curso de
Tradução e Interpretação de Português/Chinês no Instituto Politécnico de
Leiria, esteve no Instituto Politécnico de Macau e, depois, na Universidade de
Línguas e Cultura de Pequim e reside actualmente em Leiria.
A minha curiosidade
àcerca desta tolinha de Leiria tem a ver com o facto de ela ter ido
ao grupo "Portugueses em
Macau", no Facebook - do qual eu também sou membro - no passado dia 26 de Novembro e ter feito um comentário desagradável, acintoso,
rude, malcriado e ofensivo a um post meu. Não concordou, não discordou, não
argumentou a favor, nem contra o que eu escrevi no meu post. Chegou e deixou
esta frase:
O meu post dizia apenas isto: "Ora aqui está um blogue que eu
não conhecia, mas que me parece muito interessante, por razões óbvias e muito
pessoais." Na linha abaixo coloquei o link para um blogue surgido
recentemente, em Macau: "Leocardo - Um blogue de Macau, sobre Macau."
Qualquer pessoa que
seja achincalhada da forma como eu fui, quer saber porquê. Depois de analisar
diversos pormenores relacionados com o post, o seu conteúdo, as horas e
comentários sequenciais ao da tolinha, como este aqui, tirei algumas conclusões, que me parecem lógicas,
sobre o "enquadramento" do que a tolinha de Leiria fez:
1 - A
tolinha colocou o seu comentário naquele post sete minutos depois do meu
post. Em Macau, eram 22h46, em Portugal, onde a tolinha de Leiria estava, eram14h39;
2 - A tolinha de Leiria partiu do princípio de que eu
não trabalho, embora não me conheça de lado nenhum, nunca tenha falado comigo, nunca nos tenhamos
cruzado em Macau, onde ela esteve a estudar, e nunca tenha falado, sequer, com
um amigo de um amigo meu (se o tivesse feito, qualquer um lhe diria que eu
trabalho e em quê, uma vez que não é segredo);
3 - A tolinha de Leiria não argumenta com nada, para lançar
a atoarda que lança. Diz-me, por outras palavras: "vai trabalhar,
malandro, se trabalhasses, já não passavas a vida no Facebook, a chatear outras
pessoas, coitadinhas";
4 - Esta ideia que
a tolinha de Leiria transmite - implicitamente, é certo
- encaixa na perfeição com um "retrato"que me foi
"aplicado", recentemente: eu teria, como "única actividade actual", isto numa "descrição exacta e
completa, perseguir de forma "inquisitorial", todas a gente que não
concorde com as minhas teorias da conspiração e, ao mesmo, publicar links em
"páginas de grupos anti-imigração e anti-refugiados";
5 - A tolinha de Leiria decidiu ignorar esta
mensagem, que lhe enviei via Facebook, pedindo-lhe que me explicasse porque razão tinha feito aquele
desagradável comentário. Seguiu, nessa matéria, o conselho da mesma pessoa
que lhe pediu para me "cascar", virtualmente, sempre que visse posts
meus no Facebook a falar: a) Do blogue "Leocardo. Um
blogue de Macau sobre Macau" (o novo blogue, que
tem o mesmo nome que um blogue apagado em 2007 mas com endereço diferente: "leocardotemcacau.blogspot.com", enquanto que o velho blogue está neste endereço: "leocardoemmacau.blogspot.com"); b) Do "Leocardo", a.k.a. Luís Crespo,
Confesso que
apanhar com este insulto da tolinha de Leiria me irritou solenemente, por duas
razões: primeiro, ela agiu tal e qual como uma cadelinha mal treinada de
um vizinho meu, que anda por aí à solta, sem trela nem açaimo e que, quase
todos os dias, vem fazer o seu cocózinho mesmo à porta do meu prédio, dando de
frosques antes que o Diabo esfregue um olho. Postas as devidas diferenças entre
as duas situações e respectivas protagonistas, o meu único objectivo com este
post é que a tolinha de Leiriaa faça o favor de apanhar a caquinha
que deixou no grupo "Portugueses em
Macau". Como?
Apresentando-me um pedido de desculpas, postado logo abaixo da desbragada afirmaçõa segunda a qual o meu veradeiro nome será "Paulo Faz-Nenhum Rei". Correcto, correcto, seria explicar
porque fez aquilo. Mas isso eu sei que é impossível, para ela. E também não
preciso. Tal como há muitas maneiras de esfolar um cabrito, também há muitas
formas de descobrir certas coisas.
Mais depressa se
apanha um mentiroso que um coxo, é um ditado popular muito giro. Mas eu gosto
desta versão recente, uma espécie de "upgrade": mais depressa
se apanha um Crespo do que um porco, mesmo não havendo qualquer diferença entre estas duas espécies
animais, o Crespo e o porco.
A segunda razão de
a minha irritação para com a tolinha de Leiria ser ainda intensa tem a ver com o
facto de ela, uma catraia de 23 anos que ainda agora acabou os estudos e
nem sequer trabalha, me vir chamar madraço e mandrião,
"mandando-me" trabalhar!!! Vá lá, do mal o menos. A tolinha de Leiria só me ACONSELHOU a ir
trabalhar, recordando-me que o meu PROBLEMA (???) era a "FALTA DE DORES DE
COSTAS" - obviamente por não andar a vergar a mola todos os dias, na douta
opinião dela. Bem, cá a mim também me parece que esta menina não andará a vergar a mola todos os dias. Nem sequer dia sim, dia não, palpita-me.
Acontece - e isso a tolinha de Leiria se calhar não sabe, porque não
lhe grunhiram toda ainformação, quando a mandaram comentar no meu post - que quando
ela nasceu, em 1993, JÁ EU TRABALHAVA HÁ 18 ANOS e tinha um filho de oito anos
- que agora tem já 32. Estou à beira dos 60 anos e continuo a trabalhar, não
obstante as patranhas que o frenético suíno fedorento lhe meteu pelos ouvidos dentro.
Recomendo-lhe
vivamente que deixe de brincar com cerdos. Primeiro que tudo, são animais, não são pessoas. Segundo, cheiram mal, porque não tomam banho. Terceiro nunca, mas nunca são animais em quem se confie. Se você algum dia encarar a sério a hipotese de vir a ler um livro, recomendo-lhe este: "O Triunfo dos Porcos". Não é muito grande e não tem palavras muito complicadas, É assim uma espécie de "Anita no Campo", só que em vez da Anita você tem um porco, o Napoleão, que é muito simpático para toda a gente, ao princípio, mas depois acaba por enganar a todos.
Entretanto, há uma frase de George Bernard Shaw, um escritor e dramaturgo (aqueles senhores que escrevem peças de teatro) inglês que lhe recomendo: "Never wrestle with pigs. You get dirty and, besides, the
pig likes it". Dou-lhe uma versão com ligeiras alterações e, embora em Ingês, adaptada à realidade de Macau "Never play games with Crespo Big Pig. He doesn't know how to play, so
he will always try to cheat you."

























