domingo, 6 de novembro de 2016

Presidente do Instituto Internacional de Macau Elogia Jorge Rangel

O Presidente da organização não-governamental "Instituto Internacional de Macau", dr. Jorge Rangel, manifestou o seu apreço pela qualidade, bem como pelo "rico e variado conteúdo" do nº 33 da revista "Oriente/Ocidente", editada pelo Instituto Internacional de Macau, presidido pelo dr. Jorge Rangel.
Num artigo de opinião assinado pelo dr. Jorge Rangel e publicado no diário "Jornal Tribuna de Macau", este destacou o facto de a presente edição da revista comprovar que "a opção oportunamente feita pelo IIM (...) de publicar com regularidade e maior frequência os boletins informativos, em português e chinês, e produzir, uma vez por ano, uma revista que pudesse ser marcante pela qualidade, bem como na forma e no conteúdo" estava correcta.
"As reacções e expressões de apreço que chegaram de vários quadrantes (...) compensam plenamente o esforço feito por uma pequena equipa de colaboradores, coordenada pelo vice-presidente do IIM, José Ângelo Lobo do Amaral", acrescentou o presidente do Instituto Internacional de Macau.

Referindo-se ao conteúdo da revista editada pelo Instituto Internacional de Macau, o dr. Jorge Rangel destacou que "os temas deste número são (...) muito diversificados, cobrindo matérias de natureza cultural, literária, jurídica, política e sociológica". O presidente do Instituto Internacional de Macau salientou ainda a "especial atenção" dada pela revista do Instituto Internacional de Macau ao Centro Científico e Cultural de Macau e às principais realizações do Instituto Internacional de Macau". O conjunto de novas edições, por seu lado, é "uma das áreas de intervenção de que o Instituto Internacional de Macau se pode orgulhar", de acordo com o presidente do Instituto Internacional de Macau. 
O presidente do Instituto Internacional de Macau, dr. Jorge Rangel, salienta ainda, no  artigo publicado no "Jornal Tribuna de Macau", o facto de aquele "que deve ser o jornal com maior tiragem no mundo", o "Diário do Povo" ("Renmin Ribao") ter surpreendido o Instituto Internacional de Macau, presidido pelo dr. Jorge Rangel, "com a ampla divulgação de um longo artigo em que enaltece a acção do IIM ao serviço de Macau e na promoção de relações académicas e culturais com instituições do exterior".
"Gestos como esse, que podem ser entendidoscomo sendo de reconhecimento da obra realizada, devem fazer o IIM abraçar renovados desafios", conluiu o presidente do Instituo Internacional de Macau. 

Barack Obama: Ilegals can Vote in USA, Nobody Will Deport You

Num programa de televisão, o presidente Barack Obama foi confrontado com uma questão, colocada pela actriz porto-riquenha Gina Rodriguez:

“Many of the millennials, dreamers, undocumented, um, citizens — and I call them citizens because they contribute to this country — are fearful of voting. So if I vote, will immigration know where I live? Will they come for my family and deport us?”

A resposta do president, rápida e directa, foi chocante. Barack Obama garantiu que nenhum ilegal pode ser deportado por ter votado e explicou que, a partir do momento em que uma pessoa vota, para a ser um cidadão.

“Not true, and the reason is first of all, when you vote, you are a citizen yourself — and there is not a situation where the voting rules somehow are transferred over and people start investigating et, cetera,” Obama responded. “The sanctity of the vote is strictly confidential in terms of who you voted for. If you have a family member who maybe is undocumented, then you have an even greater reason to vote.”

sábado, 5 de novembro de 2016

Fernando Medina, o "Hilfswilliger" da Mouraria

O homem a quem António Costa deixou a responsabilidade de continuar
a escavacar Lisboa ultrapassou todas as expectativas. Entre outras decisões que terão um impacto marcante na cidade está o seu plano para destruir a Mouraria. Permitam-me um àparte relativamente longo: Sir Trevor Philips, cidadão inglês e negro caribenho, que foi presidente da Comissão para a Igualdade e Direitos Humanos, na Grã-Bretanha, alertou há tempos para o facto de os muçulmanos não serem capazes de se integrar na sociedade britânica e construírem, sistematicamente, guetos, "transformando-se numa nação dentro da nação". 

Sir Trevor Philips resumiu as origens do problema numa frase: "Os muçulmanos não são como nós" - britânicos, entenda-se. Numa alusão muito directa ao famoso discurso "Rivers of Blood", de Enoch Powell, Trevor Philips acusou a classe política e a elite britânicas de se comportarem como o imperador Nero: tocam harpa e cantam, enquanto a Grã-Bretanha está prestes a ser devorada pelas chamas de "um conflito racial e religioso", devido a uma "auto-ilusão dos liberais", que se recusam a admitir a realidade no que toca à imigração em massa. Sir Trevor Philips é, repito, negro e natural das Caraíbas.

Longe de mim admitir que esta imagem histórica se aplique a Fernando Medina. Seria por demais ofensivo para a classe política e para a elite portuguesas, por muito más - e são... - que fossem. O que melhor se coaduna com Fernando Medina é o termo "Hilfswilliger" - "Hiwi", abreviadamente - que, em alemão, quer dizer "voluntário", "assistente voluntário", "disposto a ajudar". O termo era usado pelas tropas alemãs, durante a Segunda Guerra Mundial e aplicava-se aos colaboracionistas que trabalhavam para as autoridades germânicas, nas mais diversas áreas: guardas de campos de concentração, motoristas, cozinheiros, carregadores de munições, sapadores, etc.

Embora um número razoável de "Hiwis" tenha sido recrutado em campos de prisioneiros, a maioria ofereceu-se - como a designação indica - para colaborar voluntariamente com os ocupantes nazis. Não sei se Fernando Medina toca harpa, dedilha piano ou sopra em pífaros. Sei que, em relação à Mouraria, terá oportunidade - porque ainda é novo - de a ver arder. E se não manuseia nenhum instrumento musical, tem ainda tempo para aprender. É certo que cada país tem o Nero que merece mas a milenar Olisipo não merecia ter um "Hiwi" à frente dos seus destinos.

Fatídica decisão

O preclaro Fernando Medina decidiu oferecer uma mesquita, não aos muçulmanos, mas apenas aos muçulmanos naturais do Bangladesh que residem na Mouraria. Estes já lá tinham um lugar de culto, onde largas dezenas (de homens, apenas) se agacham semanalmente. Uma vez por ano, na festa do Eid, esses muçulmanos agacham-se noutro sítio: no Largo Martim Moniz, para mostrar o poder que têm e, ao mesmo tempo, cuspir na memória do herói da conquista de Lisboa, que se sacrificou, morrendo entalado na porta do castelo (que até hoje leva o seu nome) e permitindo assim que os cristãos conquistassem a cidade, na posse dos muçulmanos (que então se chamavam mouros).

O facto de o lugar de já culto existente na Mouraria  [Baitul Mukarram, na Calçada Agostinho de Carvalho] não ter "o mínimo de condições", como explicou em Junho do corrente ano, ao jornal Público, o arquitecto Manuel Salgado - vereador com o pelouro do urbanismo na Câmara de Lisboa - terá sido a razão principal para a autarquia lisboeta decidir avançar com o financiamento da construção de uma nova mesquita. A comunidade bangladeshi, por seu lado "manifestou interesse em ter melhores condições para o seu culto", segundo o mesmo arquitecto e até pagou o estudo prévio do projecto da mesquita, onde estão contemplados dois blocos de construção, ficando os dois espaços de oração - um, para os homens e outro para as mulheres (?) - situados no bloco que confina com a rua da Palma.

Esta fatídica decisão de Fernando Medina já teve consequências, dando início a um "pogrom" que exterminará - no sentido figurado - todos os habitantes da Mouraria que não sejam muçulmanos do Bangladesh. Não sei se Fernando Medina sabe inglês, mas de certeza que tem alguém na Câmara de Lisboa que lhe traduza umas páginas da Internet. Recomendo vivamente ao "Hiwi" lisboeta a introdução ao livro "The Islamic Republic of Dewsbury", de Danny Lockwood (Dewsbury é uma vila com 48 britânicos brancos e 4.033 muçulmanos paquistaneses e indianos). Sugiro-lhe ainda a leitura de alguns artigos de jornais sobre o número de cidades onde os britânicos brancos (classificação legal utilizada nos Census) já são uma minoria (Londres, Leicester, Luton, Slough) e sobre as cerca de 30 cidades que, no espaço de 10 anos, passarão a ter uma população minoritária de britânicos brancos (como Birmingham, a segunda maior cidade britânica).

Adivinhar o futuro

Eu sei como é que o autarca "Hiwi" me responderia a estas sugestões, caso alguma vez houvesse diálogo entre nós. Diria as balelas do costume sobre as delícias do multiculturalismo e a obrigatoriedade moral de dar guarida aos refugiados, imbuído do mesmo entusiasmo com que o Daniel Oliveira, sua ameba gémea, apelou, no Expresso, à substituição dos portugueses por imigrantes: "Bem lhes podem fechar a porta. Eles entrarão pela janela. Felizmente tomarão conta das nossas cidades (...) se não fôssemos tão estupidamente arrogantes, até fariam qualquer coisa desta Europa aristocrata, falida e snobe (...) Espero que não se integrem na mediocridade nacional. Que venham muitos e façam disto um país." (Coisas destas fazem-me perder a fé na genética, enquanto Ciência!)

O futuro da Mouraria já se pode ler nalgumas zonas de Odivelas. Como bem disse Sir Trevor Philips, "os muçulmanos não são como nós" e amontoam-se à volta de cada mesquita e lugar de culto (que já são cerca de 60, em Portugal e nos Açores). A excepção é a Mesquita de Lisboa, dadas as específicas características urbanas da zona envolvente. Mesmo assim, há alguns anos a escola secundária que fica ali mesmo em frente fechava todas as sextas-feiras, para não incomodar a prática do culto islamita (não sei, confesso, se o hábito se mantém). Nas zonas envolventes das mesquitas e lugares de culto, os muçulmanos começam por comprar as casas e apartamentos, inflaccionando os preços, numa primeira fase e fazendo-os cair por aí abaixo, quando os não-muçulmanos se apressam a vender as suas habitações, para se porem a andar dali.

Numa segunda fase, desaparecem as bebidas alcoólicas, como se tivesse sido aplicada uma espécie de Lei Seca. O principal estímulo para este desaparecimento é o rápido desaparecimento dos não-muçulmanos, consumidores da cervejola e do copo de três. Não havendo procura, lá se vai a oferta. Quando esta medida "soft" não dá os resultados pretendidos, as comunidades muçulmanas por essa Europa fora já mostraram como são criativas e, em vários países, instituíram as chamadas "patrulhas sharia" que expulsam das suas zonas de controle urbano indivíduos que acendam um cigarro pela rua fora, tenham um saco de plástico com latas de cerveja na mão ou mulheres com saias demasiado curtas. 

Portanto, dentro de algum tempo, a (pouca) população não-muçulmana da Mouraria ficará reduzida a qualquer coisa proporcional aos 48 solitários idosos brancos de Dewsbury, afogados nos seus 4.033 muçulmanos de ascendência paquistanesa e indiana. Em 2011, segundo dados oficiais, já se sabia quem dominava o bairro: 61,8% dos seus habitantes eram provenientes da Ásia (um pequeno número da China, a larguíssima maioria do Bangladesh) mais 14,2% vindos de África e apenas 14,6% originários da Europa, referenciados como "autóctones" - vulgo indígenas. De então para cá, não deve ter mudado muito. E se mudou, de certeza que foi para pior.

Terra queimada

Mais um àparte, a propósito destas técnicas de limpeza étnica nas zonas urbanas controladas por muçulmanos. Já estava o meu pai perto dos 80 anos quando se viu obrigado a alterar um pormenor de uma das suas mais importantes rotinas, os passeios diários com a sua cadela chihuahua. Em vez de atravessar a rua para o lado onde está a Mesquita de Odivelas e caminhar ao longo de um extenso e largo passeio ajardinado, optou por dar as voltinhas com a cachorra na direcção oposta. E tomou esta decisão depois de vários "encontros imediatos" de péssimo grau, com outros tantos muçulmanos, que o ofenderam e ameaçaram por o meu pai ter deixado a cadela - velhinha e quase cega - aproximar-se demasiado deles e até tocar em dois ou três. A bicha tinha daquelas trelas extensíveis e o meu pai dava-lhe alguma liberdade, não tendo os reflexos necessários, atendendo à sua idade, para a recolher quando se aproximava algum muçulmano. 

Adiante. Nas zonas urbanas controladas por muçulmanos, os talhos transformam-se rapidamente em estabelecimentos de carne "halal" e, para se conseguir comer umas bifanas em casa, é necessária uma viagem ao bairro do lado. Na Inglaterra, em aguns casos, é mesmo preciso uma viagem à cidade mais próxima. Os mini-mercados e mercearias ficam sem bebidas e enchem as prateleiras com "produtos étnicos". Alguns cafés resistem, embora a "seco", mas deixa de ser permitida a presença de mulheres. A chamada para a oração ("o som mais delicioso do mundo", como disse uma vez o presidente Barak Hussein) sobrepõe-se a todos, cinco vezes por dia, berrado através do altifalante da Mesquita. Na Mouraria não se coloca este problema mas fosse o ex-bairro típico de Lisboa ali para os lados da rua Alexandre Herculano, muitos frequentadores da Sinagoga haviam de ser caçados e espancados regularmente, tal como acontece na França, Bélgica, Alemanha, Holanda, etc, etc (basicamente, em todos os países europeus com uma população muçulmana que exceda 1%).

Portanto, o "Hilfswilliger" da Mouraria, com o anúncio da sua decisão e a expropriação dos edifícios onde vai ser construída a nova mesquita, já garantiu a destruição deste bairro. Presumo que os meus esforçados e tolerantes leitores, por esta altura, já perceberam porque chamo "Hilfswilliger" ao Fernando Medina. Pois é. Ele escolheu juntar-se ao inimigo, pelas mesmas duas razões que levaram muitos cidadãos de países europeus invadidos por Hitler a transformarem-se em colaboracionistas: por medo e pela percepção de que essa decisão poderia trazer lucros (políticos e/ou financeiros) a muito curto prazo. 

Fernando Medina até teve a clarividência de escolher uma mesquita cujos responsáveis reforçam a garantia de que, à partida, o seu projecto de destruição de um bairro tradicional lisboeta terá sucesso, custe o que custar, a bem ou a mal, com um pau ou uma cenoura. A "Baitul Mukarram Lisbon Masjid & Bangladesh Islamic Center" foi palco, em 2011, de várias palestras proferidas por um ilustre causídico, religioso e activista político bangladeshi, Rizwan Hussain. Este multifacetado muçulmano é também apresentador de um canal de televisão islâmico na Grã-Bretanha, o "Islam Channel" que, segundo o Ofcom, organismo independente regulador da actividade televisiva no Reino Unido, promove a violência contra as mulheres e defende o direito dos maridos violarem as esposas quando estas não queiram ter relações sexuais, a chamada "violação marital". 

Apoiante de terroristas

Rizwan Hussain teve uma intensa actividade na área assistencial mas viu-se obrigado a demitir-se de uma das organizações a que presidia depois de uma reportagem da ITV - "Exposure: Charities Behaving Badly" - revelar, através de filmagens com câmara escondida, funcionários da Global Aid Trust elogiando Anwar al-Awlaki, cidadão americano considerado um dos mais importantes organizadores e recrutadores da Al-Qaeda. Anwar al-Awlaki integrava a lista de "Specially Designated Global Terrorists" do governo dos EUA e foi liquidado num ataque de um drone, em 2011. Os sermões de Anwar al-Awlaki estiveram à venda, em formato DVD, no site do canal de televisão "Islam Channel", onde Rizwan Hussain é apresentador.

A organização de caridade presidida por este misto de advogado e religioso islâmico foi ainda acusada de organizar uma série de eventos onde os oradores promoviam o anti-semitismo e a violência jihadista, bem como a recolha de fundos para actividades terroristas. Exemplo disso foi uma intervenção de Dawah Man, a.k.a. Imran ibn Mansur, acusando os Estados Unidos e os países europeus de "serem controlados pelos sionistas" e alegando que "esses países são financiados pelos proprietários dos maiores bancos do mundo, que são todos judeus". Outros eventos, também organizados pela associação presidida por Rizwan Hussain, contaram com a presença de religiosos conhecidos pela sua posição de defesa do terrorismo islâmico, como Abu Salahudeen ou os chamados
Um extremista na Mouraria
"pregadores do ódio", Muhammad ibn Adam al-Kawthari e Suliman Gani. No seu extenso curriculum, o pregador Rizwan Hussain afirma ainda ter procedido à recolha de fundos para organizações de caridade muçulmanas como a Interpal, Muslim Aid e Muslim Hands. Todas estas organizações foram acusadas de financiar actividades terroristas e uma delas, a Interpal, está inclusivé na lista de “Specially Designated Global Terrorists" do governo dos Estados Unidos. Dawah Man, aliás Imran ibn Mansur, também manifestou publicamente o seu apoio a conhecidos terroristas como Aafia Siddiqui e Moazzam Begg, ambos de origem paquistanesa e ligados à Al-Qaeda.

Perante o curriculum do senhor Rizwan Hussain, imagino que as palestras por ele proferidas, na mesquita da Mouraria, em 2011, devem ter sido interessantes. É pena que a "Baitul Mukarram Lisbon Masjid & Bangladesh Islamic Center" não tenha essas gravações online, para a gente reforçar a nossa convicção de que o Islão é uma religião de paz (e que o Fernando Medina é um bom presidente de câmara...)

Russia Upgrades It's Military Forces

Prémio "O Traidor Mais Nojento dos Últimos 376 Anos)


Aos imigrantes, "bem lhes podem fechar a porta. Eles entrarão pela janela. Felizmente tomarão conta das nossas cidades, como os portugueses que queriam viver melhor tomaram conta de Toronto, Joanesburgo ou Estugarda.

"E, se não fôssemos tão estupidamente arrogantes, até fariam qualquer coisa desta Europa aristocrata, falida e snobe. Se tivéssemos aprendido com a América, saberíamos que o futuro é dos melhores. E os melhores são os que partem. Espero que não se integrem na mediocridade nacinal. Que venham muitos e façam disto um país."

in Expresso

(1) Miguel de Vasconcelos morreu no dia 1 de Dezembro de 1640

Câmara de Loures Inaugura Escola José Stalin

Câmara da Amadora terem dado o nome do político venezuelano Hugo Chavéz a uma nova praceta daquele município, o Executivo camarário de Loures revelou que a nova escola secundária daquele concelho, com capacidade para cerca de 1.500 alunos,se vai chamar "José Stalin". A escola incluirá um "Centro de Estudos Políticos", onde estará disponível uma extensa biblioteca e hemeroteca, com livros e material multimédia sobre o líder russo, uma das figuras mais marcantes do séculos XX.

O Barreiro, por seu lado, juntou esforços com o município de Havana para lançar um festival anual dedicado à memória da Revolução Cubana. Durante duas semanas, artistas compositores, escritores e realizadores de cinema cubanos e portugueses irão colaborar em peças de teatro, exposições de fotografia e espectáculos musicais que trarão a memória dos heróis da Revolução Cubana - com destaque, obviamente, para Fidel Castro e Che Guevara - à margem Sul do Tejo.

A primeira edição do festival, intitulado "Hasta Siempre", será inaugurada pelo presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa que, recentemente, visitou a ilha mártir e este com o seu líder, Fidel Castro. "Foi um econtro inesquecível, para mim, porque foi estar com o meu ídolo d juventude - algo que o meu pai, obviamente, nem sequer imaginava", disse o Presidente da República, no decorrer da conferência de Imprensa de apresentação do festival "Hasta Siempre".

Por último, a Câmara Municipal de Setúbal revelou ontem estar em negociações avançadas com as autoridades de Pyongyang para construir uma estátua do Presidente norte-coreano Kim Il-sung, de cerca de 200 metros de altura, na praça central daquele município. "Trata-se do grande herói da resistência ao imperialismo e à agressão militar-fascista dos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial", salientou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.

Eugenics is the Only Solution for the Future of United States

PÉROLAS SOBRE TEMAS RELACIONADOS COM SEXO ANAL ENTRE HOMENS E OUTROS TIPOS DE PENETRAÇÃO




Pode alguém Ser Quem Não É?

A despedida de Macau do tenente-general Rocha Vieira, onde foi simultaneamente o último governador português e o primeiro governador chinês do território, foi assinalada com algumas caricaturas curiosas, uma ou outra primeira página de impacto e pelo menos um editorial com um título com bastante piada. Tudo isto veio carregado de uma visão crítica e negativa da sua actuação como Governador que alguns, no entanto, consideram ter ficado muito próxima da perfeição. 

Jorge Sampaio, por exemplo, atribuiu a Rocha Vieira uma pífia Ordem do Infante D.Henrique, que o tenente-general nunca se preocupou, sequer, em colocar ao peito. Já Cavaco Silva não descansou enquanto não o condecorou com a Ordem Militar da Torre e Espada, a mais alta medalha militar portuguesa, atribuída apenas a meia-dúzia de soldados por feitos heróicos em combate e, por inerência do cargo, aos chefes de Estado Maior-General das Forças Armadas, em fim de comissão. Que eu saiba, dos militares que justificaram a condecoração no meio das balas, durante a Guerra Colonial, já só um está vivo, o Tenente-Coronel Marcelino da Mata. Rocha Vieira, diga-se em abono da verdade, também andou lá pela Guerra Colonial. Mas a sua Arma de opção - Engenharia - não lhe deu oportunidade de andar perto dos tiros. 

Uma coisa é verdade: o tenente-general Rocha Vieira manteve sempre uma forte ligação ao território e em Pequim, pelos vistos, a opinião sobre o seu desempenho como governador é muito positiva. Isso explica que a China o tenha convidado para trabalhar para a empresa estatal Three Gorges, na qualidade de seu representante no conselho de administração da EDP. Houve quem o criticasse, lembrando que não há memória de um oficial-general português, mesmo na reserva, trabalhar para o governo de uma potência estrangeira. Mas como dizem os americanos, o dinheiro não tem cor, cheiro ou nacionalidade...

As polémicas sobre a Fundação Jorge Álvares não só tiraram lustro à bem congeminada cerimónia da "bandeira ao peito" como permitiram a sua utilização numa manchete algo demolidora do jornal "24 Horas" ("Disclaimer": eu era chefe de Redacção do jornal, na altura, e foi com base num artigo meu que fizémos essa manchete). Mas o jornal Ou Mun, por exemplo, foi ainda mais caceteiro, ao publicar uma caricatura onde se via o tenente-general Rocha Vieira montado num avião, com uma inscrição no saco que levava às costas: "50 milhões de patacas" (em caracteres chineses, claro). Alguma piada teve o South China Morning Post: "The last plunderer of Macau", "O último saqueador de Macau", foi o título de um seu editorial. 

Bem dizia o maior estratega militar da História portuguesa, Afonso de Albuquerque, às portas da morte: "Mal com El-Rei por causa dos homens, mal com os homens por causa de El-Rei". O contra-almirante Almeida e Costa, por exemplo, viu um jornal local de língua portuguesa titular, em manchete, "Volta, Almeida e Costa!", pouco depois da sua partida definitiva do território, no que parece ter sido uma lídima expressão de afecto, vinda de, pelo menos, uma parte da comunidade portuguesa de Macau. Mas este militar também teve o seu mais violento confronto político exactamente com o dr. Carlos Assumpção, o único líder incontestado da comunidade macaense de que há memória. 

É irónico, sem dúvida, que onde alguns apenas vêm virtudes, outros só vislumbrem pecados. Dizem os franceses que as estátuas que são erguidas aos homens públicos, depois da sua morte, são construídas com as pedras que lhes atiram quando vivos. Esta inconstância dos tempos e do espírito dos homens é, por acaso, o refrão de uma conhecida canção de Sérgio Godinho, que plagiei para dar o título a este post:

"Pode alguém ser livre
Se outro alguém não é
A algema dum outro
Serve-me no pé
Nas duas mãos,
Sonhos vãos, pesadelos 
Diz-me:
Pode alguém ser quem não é?"

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Jornalistas portuguese de cócoras perante o Xeque Munir?

Já lá vai um ano, mais ou menos, que foi publicada a última notícia sobre a alegada agressão do xeque Munir à sua mulher. Na altura, não ouve ninguém que não referisse o facto, com imagens da senhora a sangrar do nariz. Soube-se, dias depois, que a mulher do xeque Munir tinha sido expulsa da Mesquita de Lisboa, onde residia com o marido. E a seguir, uma pesada cortina de silêncio caiu sobre o assunto. Nunca mais houve uma notícia, sequer, a dar conta da evolução do caso. Nenhum jornalista ficou curioso? Nenhum tentou saber o que aconteceu? Houve divórcio? Amigável? Litigioso? Como ficou a agressão? O que concluiu a polícia? Que houve agressão? Que Munir foi o agressor? A senhora é bipolar, como acusou o xeque Munir? Foi auto-agressão? Tentaram saber mas foram amordaçados? Mandaram-os ajoelhar e colocaram-lhes uma coleira? Fizeram-nos sentar no chão, abanar o rabo e deitar a língua de fora?

Acho (pouca) piada que este silêncio se estenda de uma ponta à outra da nossa Comunicação Social e abranja, até, jornais como o Correio da Manhã que, muitas vezes, "mija fora do penico". Neste caso, terá apontado a sua "caneta" ao mesmo recipiente que os outros. Quem lançou esta cortina de silêncio sobre um assunto extremamente incómodo para o xeque Munir e para o presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Abdool Karim Vakil? Quem conseguiu, de forma tão abrupta, contundente e eficaz, enterrar esta história da alegada agressão do xeque Munir à sua mulher? Quem conseguiu meter no mesmo saco jornais como O Diabo e o Correio da Manhã, televisões como a impiedosa TVI e a sedenta SIC?

Tenho alguma experiência pessoal da capacidade, persistência e determinação do lobi muçulmano português, quando alguma notícia coloca em causa a fachada da sua comunidade, tão àrduamente construída. Deu-se o caso de, n'O Independente, ter publicado algumas notícias pouco agradáveis para eles. Por exemplo, uma notícia sobre a recomendação do angélico xeque Munir, aos crentes, após as orações na mesquita, de um livro que era a "Bíblia" de um grupo de extremistas. Ainda a tinta dessa edição não tinha secado e já um familiar de Abdool Karim Vakil telefonava à directora d'O Independente, a oferecer-se para imprimir o jornal, muito mais barato - imagina-se a troco de quê...


Eu gostava muito de conhecer a lista de jornalistas avençados pelo BES, que nos foi prometida há mais de 100 dias, pelos jornalistas encarregues, em Portugal, da investigação dos "Papéis do Panamá". Mas também gostava muito de saber o que é que aconteceu ao caso da alegada agressão do iman da Mesquita de Lisboa, xeque Daud Munir à sua esposa, Nazira Barakzay.

domingo, 31 de julho de 2016

O triunfo final do terrorismo islâmico

O contra-ataque do Islamismo, perante a reacção do Ocidente ao terrorismo, desenvolveu-se em duas etapas. Na primeira, criou-se o conceito de Islamofobia, como instrumento para impedir toda e qualquer crítica ao Islão. Com a colaboração activa da Esquerda, dos Liberais e de franjais marginais da sociedade, extremamente agressivas, como as organizações LGTB e os movimentos racistas negros, generalizou-se a utilização desse conceito para silenciar não só as críticas ao Islão como também qualquer conclusão que apontasse para uma ligação entre Islamismo e terrorismo.

A segunda fase, com os mesmos intervenientes, teve início há pouco menos de uma semana e, para já, concentra-se na Europa. Fernanda Câncio, uma jornalista atenta e veneranda a todas as causas de Esquerda, Liberais ou LGTB, resumiu bem os objectivos desta campanha de destruição da Liberdade de Imprensa e de Expressão na sua coluna de opinião no Diário de Notícias: "Ontem, vários media franceses anunciaram que vão deixar de mostrar a cara dos perpetradores de ataques de terror e, até, deixar de publicar os seus nomes. A ideia, sustentam, é evitar a "glorificação póstuma" e não "colocar as vítimas e algozes no mesmo plano". E, digo eu, tentar impedir o efeito contaminação/mimetismo."

Fernanda Câncio alinha, obviamente, com os objectivos desta segunda campanha de contra-ataque do Islamismo (o que não é novidade): "Perguntemos, então: é interesse público incrementar a histeria, fazer o favor ao Daesh de propalar o seu nome e o seu poder, fornecendo-lhe "mártires" e "soldados" antes mesmo de este os reivindicar como seus?" Claro que não, garante a (de vez em quando...) perspicaz jornalista: "Diria que não; que o interesse público é não deixar que o terror nos consuma, que demagogos, cavalgando o medo e prometendo muros e apartheids, nos levem a querer pôr em causa o essencial: democracia, liberdade, igualdade, Estado de direito.


O último argumento desta jornalista, (mais conhecida por ter sido namorada de José Sócrates) no seu afã de ver aplicadas as directivas traçadas pelo Islamismo, é bem elucidativo do preço que ela aceita que a sociedade ocidental pague, como penhor para aplacar os terroristas islâmicos: "Interesse público não é gritar fogo num teatro cheio." Pois não. Para Fernanda Câncio, interesse público é dar uma mãozinha aos terroristas islâmicos, ajudando-os a fechar as portas do teatro, de forma a garantir que todos os espectadores acabem carbonizados. Fernanda Câncio esqueceu-se de explicar se as mesmas medidas que alucinadamente defende, em relação aos terroristas islâmicos, também deveriam ser aplicadas aos terroristas de extrema-direita. Mas isso, percebe-se. Favores, só aos amigos.

domingo, 24 de julho de 2016

The Munich Killer: A Most Wanted Conclusion

The Munich killer, Ali Daud (a.k.a. David) Sonboly, had "an 'obvious' link" with the fifth anniversary of Breivik's massacre, said Hubertus Andrae, Munich police chief. No other evidence was mentioned, apart the fact that the Munich killings took place 5 years after the Breivik's massacre. Ali Daud Sonboly had also a image of Breivik in his WhatsApp account, according to former non-identified classmates, quoted by German newspapers. No image of his profile in WhatsApp was seen, in the Media. These details were the most mentioned in all mainstream Media, with the obvious conclusion: Ali Daud was not a islamic terrorist but a deranged young man, with an obsession by mass killings and inspired by a extreme-right assassin - a most wanted conclusion for all leftists and Islam-lovers.

Some question need answers. A Glock 17 is one the most powerful and efficient guns, used by many law-enforcement agencies, all over the world. Germany has the most stringent and draconian laws about gun ownership, in all the world. It makes guns and ammunition very, but very expensive, in the black market. How did Ali Daud Sonboly, a young student, son of a modest taxi driver, got money to buy a Glock 17 and 300 bullets? How did he got contacts in the black market, in order to purchase such a gun, the kind of deal that black market operators only do with "trustable" people?

Ali Daud Sonboly was born in Munich but has been living there only since the last two years. Where was he, before? Was he alone or with his family? 
Ali Daud Sonboly shot 36 persons (9 died, 26 were injured), while walking through the corridors of the Olympic mall. Anyone with experience of firearms knows how difficult it is to shoot while moving and the amount of training hours needed to be able to master that ability. Where did Ali Daud Sonboly acquired that capacity?
Why did German police referred that the he"has been identified 'within the framework of Interpol"?

domingo, 17 de julho de 2016

Movimento negro quer abolir a PSP e a GNR

Um grupo que se auto-identifica como "portugueses e imigrantes não-brancos residentes em Portugal" subscreve hoje um documento, no jornal Público, onde afirma estar disposto a "todos os combates que for necessário travar", usando "todos os meios" ao seu alcance, incluindo "um combate sem tréguas", a fim de extirpar o "racismo branco da sociedade portuguesa".

Começando por referir a recente conquista do Campeonato Europeu de Futebol, os subscritores do comunicado reivindicam "orgulhosamente os triunfos de atletas" com os quais se identificam: "O nosso Portugal é o de Patrícia Mamona, de Pepe, de Bruno Alves, de Eliseu, de Danilo, de João Mário, de Renato Sanches, de William Carvalho, de Éder, de Nani e de Ricardo Quaresma - filhos e netos de criadas, empregadas de limpeza, trabalhadores da construção civil."

No entanto, os triunfos desportivos de "tantos portugueses não-brancos está a ser posto ao serviço da reprodução de narrativas mitológicas, descrevendo um país multicultural e não racista, que não existe e nunca existiu (...)", recuperando um passado "glorioso dos Descobrimentos" que é classificado apenas como uma "pilhagem colonial e de redução dos nossos povos à indignidade da escravidão".

Os subscritores do documento acusam Portugal de ser um país "cujo currículum educativo deprecia a população não-branca" e que "pratica o terrorismo de Estado (...) nos bairros periféricos de Lisboa (...) onde se conccentram as populações não-brancas" e onde a polícia "se comporta como um exército ocupante levando a cabo, com total impunidade, execuções extra-judiciais". Portugal é, ainda, "um país cujo hino e bandeira celebram a conquista e a vitória sobre os nossos antepassados" (sic).

Para "passar da celebração a um combate sem tréguas, por um país que ofereça a todos os seus habitantes real igualdade de oportunidades", João Delgado, Kitty Furtado, Mamadou Ba e Sadiq S. Habbib exigem, entre outras coisas:

- o fim do direito de exclusividade para os brancos, na saúde, na função pública, nos órgãos de comunicação social, escolas e universidades;

- o fim imediato das operações do Corpo de Intervenção Rápida "nos nossos bairros" (sic);

- a "abolição total da PSP e da GNR e sua substituição por mecanismos de garantia da segurança colectiva, baseados nas comunidades";

- "uma comissão de inquérito independente aos assassinatos perpetrados pela polícia";

- "a exclusão de conteúdos racialmente discriminatórios dos manuais escolares e do Plano Nacional de Leitura";

- "o direito à nacionalidade e cidadania plena" para todos os nascidos em Portugal e "para todos os habitantes no território nacional que a requeiram";

- "o direito ao voto para todos os residentes em Portugal";

O grupo de subscritores deste texto, intitulado "Da celebração ao combate", termina com uma promessa: a fim de alcançar os seus objectivos, "estamos aqui para todos os combates que for necessário travar (...) usando todos os meios ao nosso alcance. Ainda não conquistámos nada".

sábado, 25 de junho de 2016

O Brexit visto pelo MEC, um merdoso com cheiro a nazi

Miguel Esteves Cardoso é, sem dúvida, um dos mais brilhantes escritores da sua geração. Junta a isso uma costela de gastrónomo, perceptível nas suas inúmeras crónicas e apontamentos sobre a boa mesa, os melhores restaurantes, os vinhos de maior qualidade e, para rematar os melhores cafés de todo o mundo. Mas Miguel Esteves Cardoso reagiu com especial sensibilidade ao Brexit, que levará o Reino Unido a sair da União Europeia. Na minha opinião, reagiu como um merdoso, algo que nunca teria acontecido aos residentes em Downtown Abbey, se fossem mais do que personagens de uma série televisiva. 

Numa crónica no Público, MEC diz sentir-se “triste que uma pequena maioria tenha decidido sair da União Europeia”. A Democracia, pelos vistos, é um bom sistema político, excepto quando o nosso lado perde. Os votantes da sua cor são considerados uma “imensa minoria” que integra aqueles que “são mais bem educados, mais cosmopolitas, mais jovens, mais liberais – e obviamente os mais privilegiados”.

Os 52 % vencedores deste referendo, para Miguel Esteves Cardoso, são “os ingleses, escoceses, galeses e irlandeses do Norte que são os menos simpáticos - incluindo os mais repugnantes (…)” Para o sempre bem-disposto Miguel Esteves Cardoso, esta faixa da população parece ser uma “gentinha” que tem mais de 40 anos, deixou de estudar aos 16 anos e não saberá vestir outra coisa que não sejam calças de fato de treino.

Para o cronista dos bons prazeres da vida, devia criar-se um novo estado soberano, com capital em Birmingham (em Swansea, nos meses de Verão) para onde se deportassem “todos os ingleses e galeses que quiseram sair da União Europeia. Para as “áreas menos lindas do Sul”, onde a maioria votou também por sair da UE, Miguel Esteves Cardoso propõe que fossem “doadas com alívio e sinceridade a quem quisesse viver independentemente sem quaisquer contactos com estrangeiros de qualquer espécie.”

A crónica de Miguel Esteves Cardoso termina com um lamento a cheirar ao Reichsfurer Himmler, quando se debruçou sobre o mapa da Polónia recém-conquistada, a planear a forma de tornar esse país “Judenfrei” (livre de Judeus…): “Que pena não se poderem aproveitar os resultados deste referendo para redistribuir as populações do Reino Unido de maneira a juntar pessoas que partilham a mesma mentalidade insular e inglesinha e impedir que fossem incomodadas por alienígenas.” Abbey Road de um lado, camponeses do outro. A chatice é que, depois, comiam merda, provavelmente, por não have gente para cultivar a terra.

Não sei se Miguel Esteves Cardoso não terá dito, entre dentes, “Sieg Heil”, ao teclar estas últimas frases da sua crónica abjecta. Ter-lhe-á passado pela cabeça a enorme dificuldade em levar a cabo uma deportação em massa com esta dimensão? Heinrich Himmler também se viu perante esse desafio e acabou por optar pela construção de vários campos de extermínio na própria Polónia. Será que Miguel Esteves Cardoso pensou nas consequências desta deportação em massa? Como é que seria possível garantir que, nos locais marcados para habitação da raça escolhida – os “mais bem educados, mais cosmopolitas, mais jovens, mais liberais – e obviamente os mais privilegiados” – haveria empregados de mesa suficientes para garantir um bom serviço nos restaurantes que o Miguel Esteves Cardoso gosta de frequentar?

A mesma questão se pode levantar em relação aos empregados de cozinha. Talvez o cronista devesse pensar na hipótese de transferir alguns dos “mais repugnantes” apoiantes do Brexit para lavarem os pratos e os copos nos mesmo restaurantes. Claro que teriam de residir em zonas pré-definidas, de forma a que o seu odor não provocasse terríveis enjôos aos membros da “imensa minoria” que saiu derrotada do referendo. Mas isso também não seria impossível. Bastava recolher-se a experiência dos nazis com os trabalhadores-escravos.

Penso que a melhor de todas as soluções, tanto para o Miguel Esteves Cardoso como para a “imensa minoria”, seria exterminar os “menos simpáticos (…) incluindo os mais repugnantes”, garantindo que esses 17 milhões não voltariam a votar, sobretudo agora que a parte derrotada tenta obrigar a um segundo referendo. Isso também não seria difícil. Há uma série de artigos e gráficos, publicados por pró-europeístas,que explicam bem a clivagem do voto etário.

A maioria dos idosos com mais de 65 anos, por exemplo, votou Brexit. Neste conjunto de artigos e gráficos também se rejeita esse direito ao voto, clamando que os velhos de 65 anos viverão apenas mais 10 ou 15 anos suportando as consequências do seu voto. Como os jovens de 25 anos, que votaram maioritariamente contra o Brexit, terão de viver mais 50 ou 60 anos com os resultados deste referendo, estes teóricos de segunda volta afirmam que os resultados não são aceitáveis, por causa disto.

Se o direito a voto dependesse do número de anos de vida sob as medidas em discussão, seria fácil exterminar, nem que fosse apenas eleitoralmente, 5 ou 6 milhões de apoiantes do Brexit. E pronto: a “imensa minoria” de Miguel Esteves Cardoso, composta por cidadãos “mais bem educados, mais cosmopolitas, mais jovens, mais liberais” passaria a mandar na “pequena maioria”  de “menos simpáticos - incluindo os mais repugnantes”, uma “gentinha” que tem mais de 40 anos, deixou de estudar aos 16 anos e não saberá vestir outra coisa que não sejam calças de fato de treino.

Já agora, para que o Miguel Esteves Cardoso não fique frustado com a impossibilidade física de “redistribuir as populações do Reino Unido”, de acordo com os resultados deste referendo, deixo-lhe aqui uma sugestão para ocupar o tempo, sobretudo naqueles seus almoços que duram até à hora do jantar. Trata-se de um jogo tipo monopólio, bastante antigo – foi lançado no mercado em 1936 – e que garante um divertimento semelhante à redistribuição territorial de ingleses, galeses, irlandeses e escoceses, divididos em apoiantes e oponentes do Brexite, que o Miguel Esteves Cardoso tanto gostaria de poder fazer. Neste caso trata-se do jogo “Juden Raus” (Judeus Fora!). A lógica do jogo é simples: movimentar peças (os Judeus) de forma a colocá-las fora das muralhas da Alemanha, em locais de onde fossem transportados para a Palestina.

Basta que o Miguel Esteves Cardoso, como bom merdoso que demonstra ser, nesta crónica, substitua “Juden” por “Brexit” e faça umas pequenas alterações geográficas para poder satisfazer os seus sinistros desejos lambuzados de bosta nazi, seleccionando seres humanos aos milhões e transportando-os de comboio “de maneira a juntar pessoas que partilham a mesma mentalidade insular e inglesinha e impedir que fossem incomodadas por alienígenas.”

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Anti-semitismo no Correio da Manhã

Fiel aos seus pergaminhos, o jornal mais vendido de Portugal retoma, na edição de 22 de Junho, o seu tom anti-semita. Num editorial assinado pelo Editor da secção “Mundo”, Francisco J. Gonçalves, levanta-se a interrogação sobre qual será o país que mais apoia o terrorismo. O Editor do “Mundo” explica que os Estados Unidos colocam o Irão no topo da lista de países terroristas.

Francisco J. Gonçalves discorda disso. Porque o Irão apenas apoia “o Hezbollah, grupo radical que é o verdadeiro poder no Líbano e que é também o mais forte contra-poder à expansão de Israel.” Para além disso, o Irão apoia ainda Bashaar Assad, o ditador sírio, não parecendo vir daí nenhum mal ao mundo. Por último, frisa Francisco J. Gonçalves, Teerão apoia “o Hamas, que usa métodos terroristas numa luta nacionalista contra Israel”.

Explicado tudo isto, o Editor do “Mundo” do Correio da Manhã concluiu que há algo que, para a Casa Branca, “tem mais peso que a segurança da Europa e dos EUA: a segurança de Israel.” Ou seja, depois de legitimar a luta do Hezbollah e do Hamas contra Israel (não considerando estes dois grupos como terroristas) Francisco J. Gonçalves utiliza um dos argumentos mais queridos da estirpe anti-semita e neo-nazi: o mito de que os Judeus dominam o mundo, começando pelos EUA.

O mesmo “jornalista” já antes tinha mostrado os seus dotes de autêntico candidato a Reichsführer de umas futuras Schutzstaffel (SS) palestinianas, num texto de opinião datado de 14 de Outubro de 2015, onde classifica Israel como um país “criado em terras roubadas (...) com contas por saldar com a História”. Isto a propósito de uma guerra em Israel que agora se faz à faca – disse - embora o governo judaico classifique “os agressores como terroristas”. Coisa que, na óptica de Francisco J. Gonçalves, não parece ser verdade.

Por outro lado, o Correio da Manhã também é useiro e veseiro em distorcer os episódio de confrontos entre terroristas palestinianos e israelitas, na chamada “Intifada das facas”. Neste caso, um texto do CM não se esquece de mencionar que os ataques podem ser “presumíveis ataques”, por exemplo, resultando, quiçá, de mais uma sinistra montagem dos terríveis judeus e não de uma realidade visível e perceptível.

A propósito da afirmação de Francisco J. Gonçalves sobre o facto de o Hamas usar “métodos terroristas numa luta nacionalista”, seria curioso saber se os programas infantis da TV do Hamas, onde crianças de 5 anos apelam ao extermínio total dos judeus são enquadráveis na tal “luta nacionalista”...

terça-feira, 7 de junho de 2016

A nova Liberdade de Expressão e o fim da Democracia

A jornalista sueca Ingrid Carlqvist, cuja página
no Facebook foi apagada sem qualquer explicação
 
Há poucos dias, um grupo de manifestantes perseguiu e agrediu violentamente vários apoiantes de Donald Trump que assistiam a um comício, em San José, na Califórnia. A presença de perto de 300 polícias não foi suficiente para impedir as agressões dos manifestantes anti-Trump, muitos dos quais empunhavam bandeiras mexicanas. Ao longo dos confrontos, os manifestantes anti-Trump queimaram bandeiras norte-americanas e chapéus com inscrições da campanha do candidato republicano. O Presidente da câmara de San José, reagindo a esta situação, considerou Trump como responsável pelos confrontos: “Não gostamos daqueles que utilizam tácticas de campanha demagógicas, colocando membros da nossa comunidade uns contra os outros, para alimentar as suas próprias ambições políticas”, afirmou Sam Licardo ao jornal britânico The Guardian. Para o presidente da câmara de San José, de origem mexicana e apoiante de Hillary Clinton, a maior responsabilidade dos confrontos pertenceu à candidatura de Donald Trump, acusada de “vir para a cidade provocar problemas que, depois, a polícia local tem que resolver”.

A presença do candidato republicano nessas cidades, acrescentou o “mayor”, apenas “serve para provocar fúria” - um ataque directo à simples presença do candidato republicano: “Chegará o momento em que Donald Trump terá que assumir a responsabilidade pelo comportamento irresponsável da sua campanha”, disse ainda Sam Licardo.

O chefe da polícia de San Jose (membro da organização latina “La Raza”) admitiu que o número de polícias destacado foi inferior ao que seria necessário. Eddie Garcia teve palavras bastantes duras para com os manifestantes, considerando o seu comportamento completamente “inaceitável” e prometendo levar à barra da Justiça o maior número possível de agressores. No entanto, teve a desfaçatez de admitir que, para a polícia, era “mais importante manter as suas linhas de formação do que pôr cobro a ataques individuais.”

Um visionamento de alguns vídeos destas lamentáveis desmonstrações de ódio e intolerância que esquerdistas e liberais têm vindo a fazer, na última meia-dúzia de comícios de Donald Trump, permite vislumbrar uma ideia predominante: a rejeição absoluta do direito de alguém pensar de forma diferente (os partidários de Trump...) imposta através de uma violência nunca vista nas eleições americanas.

Esta intolerância resulta do mesmo conjunto de princípios éticos, políticos e culturais que regem, actualmente, o sistema universitário americano e os movimentos sociais, dominados pelos chamados “snowflakes” – os delicados e frágeis “flocos de neve”, assim designados por serem jovens absolutamente incapazes de conceber, sequer, a existência de uma opinião diferente.

Na base deste sistema totalitário está a teoria do “white privilege” – o privilégio branco. Em síntese, esta teoria considera que todos os brancos são privilegiados apenas por terem a raça que têm, sendo responsáveis pela opressão e exploração das minorias, sobretudo dos negros. A redução dos privilégios brancos é o principal combate para construir uma sociedade justa, dizem os defensores desta teoria.

Como todas as teorias alucinadas, esta tem produzido alguns resultados interessantes. Na Universidade de Yale, por exemplo, um grupo de alunos exigiu que o curriculum do curso sobre “Major English Poets” fosse “descolonizado”, por ser “demasiado branco” e passasse a incluir autores femininos, de cor e transsexuais (“queer folk”). Sendo uma questão que, segundo os regulamentos da universidade, terá que ser levada a votação em órgãos próprios, a petição assinada por 160 alunos termina por avisar que considerará “anti-ético que qualquer elemento da faculdade, seja porque razão for, vote contra”...

A liberdade de expressão tem sido um dos principais alvos desta corrente maioritária no pensamento académico norte-americano. Vítimas da pressão de pequenos mas violentos grupos de minorias étnicas, muitas direcções de universidades americanas aceitaram a imposição de “free speech zones” – zonas de liberdade de expressão, onde é permitido o exercício desse direito. Acontece que, no resto dos campus universitários, os estudantes estão proibidos de exprimir quaisquer opiniões que possam ser consideradas como “micro-agressões”, ofender ou incomodar outros estudantes.

Assim se estabeleceu uma situação de censura quase total a qualquer tipo de expressão de opiniões dissidentes ou diferentes das expressadas por algumas minorias, fora de minúsculos e camuflados espaços pré-determinados. A imposição deste regime ditatorial atingirá cerca de 1/6 das universidades norte-americanas, de acordo com o insuspeito Huffington Post. O resultado deste fenómeno de rejeição absoluta de ideias diferentes é bem visível, tanto na hostilidade e violência com que os jovens anti-Trump se manifestam, como na sua recusa a qualquer debate político, limitando-se a acusações de racismo e xenofobia, sem sequer as fundamentar.

Neste universo  kafkiano, alguns casos roçam a loucura total. Um relatório da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, concluiu que o smples facto de um negro entrar numa sala de aulas com uma maioria branca, é uma micro-agressão. Dan Joseph, um “Youtuber”, useiro e vezeiro neste tipo de encenações, deslocou-se ao campus da Universidade de George Mason, e deu início a um processo de recolha de assinaturas para banir a conhecida música de Natal “White Christmas”, por ser racista. Em uma hora, recolheu 18 assinaturas de outros tantos estudantes universitários. Uma outra recolha de assinaturas para uma petição ao Presidente Obama para parar os bombeardeamentos contra o Estado Islâmico conseguiu 13 assinaturas no mesmo espaço de tempo.

Na Universidade de Emory, surgiram várias inscrições a giz, no chão e em algumas escadas, dizendo “Trump 2016” e “Build a Wall”. Isso bastou para que os estudantes se juntassem, em manifestação, clamando que estavam a ser alvo de intimidações e violência, chegando alguns a afirmar que “temiam pela sua vida” e que o seu “safe space” (“espaço seguro) estava a ser violado. A direcção da universidade, atenta e veneranda, tratou de proporcionar acompanhamento psicológico e colocou-se ao lado dos estudantes “feridos” pelas inscrições, considerando-as um sinal de “valores (...) que colidem com os valores da Universidade de Emory.” Na Universidade de Michigan, perante idênticas inscrições, o reitor foi mais longe e considerou-as “um ataque (...) aos valores universitários de respeito, civismo e igualdade”. Os primeiros alunos que descobriram as inscrições chamaram imediatamente a polícia, por se sentirem “ameaçados” e por considerarem as inscrições como “um discurso de ódio” (“hate speech”).

Numa arena mais ampla, a das redes sociais, um espírito idêntico tem vindo a instalar-se. Em 2006, um vídeo inócuo de Michelle Malkin, uma bloguista conservadora, sobre um conjunto de personalidade perseguidas por islamitas, foi apagado pelo Youtube. Como justificação, o Youtube adiantou apenas que as condições de fornecimento de serviços implicavam que os seus clientes não publicassem nada “unlawful, obscene, defamatory, libelous, threatening, pornographic, harassing, hateful, racially or ethnically offensive, or encourages conduct that would be considered a criminal offense, give rise to civil liability, violate any law, or is otherwise inappropriate.” Uma lista que poderia bem ser substituída apenas pela última razão: “inapropriado”...

Recentemente, o Twitter criou um conselho com quatro dezenas de organizações para policiar o conteúdo da sua rede, em nome do combate ao “discurso de ódio”, uma imposição da União Europeia. A constituição desse conselho levou o The Spectator a publicar uma artigo de opinião onde classifica a iniciativa como fazendo da liberdade de expressão uma “palhaçada”.
Dando razão a esta afirmação, o responsável do Twitter para o Reino Unido, num artigo publicado no jornal inglês The Guardian, salientava o facto de a Internet ter tornado “pontos de vista desafiadores, até incómodos (...) mais visíveis” de uma forma que “nem sempre é confortável de se olhar”. O problema para o Twitter é, nas suas palavras, “assegurar que o ruído provocado por aqueles que procuram criar divisões” seja “afogado” por “vozes de esperança e respeito”.

Outro gigante da Internet, o Google, tem um historial mais complicado, com inúmeros actos de censura aparentemente aleatórios. De destacar uma cedência vergonhosa, até 2010, ao governo chinês, censurando, entre muitas coutras, referências a Tiananmen, ao Tibet e a Taiwan, no seu motor de busca. Já o Facebook ainda recentemente se viu envolvido numa polémica, quando um antigo colaborador revelou, à publicação Guizmodo, que as notícias de interesse para utilizadores politicamente conservadores eram sistematicamente suprimidas da secção “trendings”.  O Facebook negou, mas o facto de, pouco depois, ter cancelado a conta de uma jornalista sueca, Ingrid Carlqvist, depois desta ter publicado um vídeo inócuo sobre o aumento de crimes sexuais, praticados por imigrantes, na Suécia, não ajuda à sua reputação.

E que terão de comum os violentos opositores de Donald Trump que atacam os apoiantes do candidato republicano, os frágeis “snowflakes”, jovens universitários que quase desmaiam quando ouvem alguém discordar de si e a desinteressada atitude de combate aos “discursos de ódio” dos gigantes da Internet e das principais redes sociais? A mesma política de intolerância em relação a posições que fujam ao códice autorizado da Esquerda e dos liberais.

Como líder desta uniformização, surge a União Europeia que, desde Maio deste ano, aprovou um código de conduta a aplicar ao Facebook, Twitter, Youtube e Microsoft, quanto àquilo que designa por “illegal online hate speech”. Este código inclui disposições extremamente preocupantes, como a existência de “trusted reporters”, indicados pelos estados membros, para “ajudarem a promover notícias de alta qualidade”. As quatro empresas devem também contribuir para “identificar e promover contra-narrativas independentes” para combate aos “discursos de ódio”.

A legislação europeia determina que “manifestações de racismo ou xenofobia devem constituir ofensa em todos os países da UE e ser punidas com penas efectivas, proporcionais e dissuasoras.” No entanto, esta formulação colide com a jurisprudência estabelecida pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que distingue entre conteúdos que “ofendam, choquem ou perturbem o Estado ou qualquer sector da população”, protegidos pela Liberdade de Expressão e “conteúdos que contenham genuínos e sérios incitamentos à violência e ao ódio”

Está, assim, feita a “Santa Aliança” entre empresas às quais só interessa o lucro, uma Esquerda determinada em apagar quaisquer traços de uma identidade europeia de raiz cristã e os liberais, essa corrente composta essencialmente por tolinhos sem ideologia que não seja o ódio visceral aos conservadores e à Direita.
Os primeiros sinais estão aí. Na Escócia, um homem de cerca de 40 anos foi preso, em sua casa, na localidade de Rothesay, depois de a Polícia ter recebido denúncias sobre “posts ofensivos relacionados com refugiados sírios”. Aqui ao lado, a Rede Espanhola para os Refugiados anunciou que vai processar o Arcebispo de Valência, Cardeal Antonio Canizares por este ter “criticado organizações feministas e ter falado contra a política europeia para migrantes.”

É o regresso do delito de opinião, das fogueiras inquisitoriais, da caça às bruxas, da ditadura de pensamento único. Com estas últimas decisões da União Europeia, apaga-se aquele que era o último espaço de Liberdade para 400 milhões de cidadãos - a Internet - em nome do mais sinistro "discurso de ódio" existente, o da Esquerda e dos liberais intolerantes.
  
Como dizia Manuel de Brito Camacho, político da I República: “Sempre que ouço alguém gritar, na rua, ‘Viva a Liberdade’ vou à janela para ver quem vai preso”.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O malandro do Mustafá e o "submisso" Expresso

O Expresso faz uma demonstração de apoio ao "whiteness" (termo que ainda não foi traduzido pelo Bloco de Esquerda mas pode ser referido como "racismo negro"), numa peça onde aborda o episódio do Palácio de Kebab.
"Dois vídeos divulgados na Internet revelam um nível de violência pouco comum na noite lisboeta. 
Num deles, um homem bate com um objeto de metal no rosto de um jovem deitado no chão, em resposta a agressões feitas por um grupo de quinze pessoas." O semanário esquerdisto-liberal consegue colocar duas imbecilidades no mesmo parágrafo e branquear (salvo seja...) o que aconteceu. Primeiro, quando diz que este nível de violência é pouco comum na noite lisboeta. Há muito pior, todas as noites, e qualquer polícia pode testemunhá-lo. Segundo, quando relata o episódio como tratando-se de "um homem" que "bate com um objecto de metal no rosto de um jovem deitado no chão." - uma descrição tendenciosa, que remete a acção mais violenta para Mustafá, o proprietário do Palácio de Kebab. Pode ter sido incompetência do/a jornalista. Ou pode ter sido aquela tendência para atribuir sempre à sociedade a culpa que cabe aos bandidos.