O contra-ataque do Islamismo,
perante a reacção do Ocidente ao terrorismo, desenvolveu-se em duas etapas. Na
primeira, criou-se o conceito de Islamofobia,
A segunda fase, com os mesmos
intervenientes, teve início há pouco menos de uma semana e, para já,
concentra-se na Europa. Fernanda Câncio, uma jornalista atenta e veneranda a todas as causas de Esquerda, Liberais ou LGTB, resumiu bem os objectivos desta
campanha de destruição da Liberdade de Imprensa e de Expressão na sua coluna de opinião no Diário de Notícias: "Ontem,
vários media franceses anunciaram que vão deixar de mostrar a cara dos
perpetradores de ataques de terror e, até, deixar de publicar os seus nomes. A
ideia, sustentam, é evitar a "glorificação póstuma" e não
"colocar as vítimas e algozes no mesmo plano ". E, digo eu, tentar impedir o
efeito contaminação/mimetismo."
Fernanda Câncio alinha,
obviamente, com os objectivos desta segunda campanha de contra-ataque do
Islamismo (o que não é novidade): "Perguntemos, então: é interesse público
incrementar a histeria, fazer o favor ao Daesh de propalar o seu nome e o seu
poder, fornecendo-lhe "mártires" e "soldados" antes mesmo
de este os reivindicar como seus?" Claro que não, garante a (de vez em
quando...) perspicaz jornalista: "Diria que não; que o interesse público é
não deixar que o terror nos consuma, que demagogos, cavalgando o medo e
prometendo muros e apartheids, nos levem a querer pôr em causa o essencial:
democracia, liberdade, igualdade, Estado de direito.
O último argumento desta
jornalista, (mais conhecida por ter sido namorada de José Sócrates) no seu afã
de ver aplicadas as directivas traçadas pelo Islamismo, é bem elucidativo do
preço que ela aceita que a sociedade ocidental pague, como penhor para aplacar
os terroristas islâmicos: "Interesse público não é gritar fogo num teatro
cheio." Pois não. Para Fernanda Câncio, interesse público é dar uma
mãozinha aos terroristas islâmicos, ajudando-os a fechar as portas do teatro,
de forma a garantir que todos os espectadores acabem carbonizados. Fernanda
Câncio esqueceu-se de explicar se as mesmas medidas que alucinadamente defende,
em relação aos terroristas islâmicos, também deveriam ser aplicadas aos
terroristas de extrema-direita. Mas isso, percebe-se. Favores, só aos amigos.



















