Um
amigo de um amigo meu resolveu utilizar o browser Tor, que permite navegar na Internet sem ser possível detectar o verdadeiro IP address do utilizador, para aceder à sua página do Facebook. Quando
entrou na página do Facebook, o browser Tor imediatamente abriu uma
janela (“screen capture” acima reproduzido) alertando para o
facto de aquele website (www.facebook.com)
ter tentado extrair imagens (files em HTML5) do computador, imagens essas que
“poderiam ser usadas para identificar especificamente o seu
computador”.
terça-feira, 1 de maio de 2018
sábado, 28 de abril de 2018
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Medidas de apoio aos afrodescendentes vão incluir revisão da História de Portugal
O
Parlamento português aprovou, na passada sexta-feira, dia 12 de
Abril, um
projecto do Bloco de Esquerda (BE) que recomenda ao Governo a adopção
de medidas de acção afirmativa para afrodescendentes. “Ou
seja, os partidos, à esquerda e à direita, querem que se
desenvolvam programas específicos para afrodescendentes de modo a
garantir a igualdade de oportunidades no emprego, na educação, na
habitação ou na saúde”, escreve o Público. O projecto inclui a
adopção de medidas que passam pela aplicação de políticas
específicas para combater o racismo com várias acções.
Segundo
o deputado do BE José Manuel Pureza, em declarações ao mesmo
jornal, não são ainda especificadas medidas concretas: “Sendo uma
recomendação de carácter geral deve ser o Governo a identificar
essas medidas”, disse o deputado do Bloco de Esquerda.
No
entanto, sabe-se já que os manuais escolares de História vão ser
revistos de forma a garantir-se que “a escravatura e o colonialismo
são retratados de maneira rigorosa e não discriminatória”, uma das
recomendações feitas pelo Comité Das Nações Unidas para a Eliminação da
Discriminação Racial, no quadro da Década Internacional de
Afrodescendentes (2015/2024). O
massacre da população branca e negra, em Maio de 1961, em Angola,
passará também a ser referido de forma diferente. Algumas
associações portuguesas de afrodescendentes consideram que a
abordagem noticiosa desses acontecimentos, nomeadamente
quanto ao número de portugueses brancos vítimas dos ataques da
União dos Povos de Angola (UPA) foi "inflaccionada" e
"empolada" pelo regime salazarista, com objectivos de
"propaganda política".
Para
os mesmos responsáveis, cuja posição, nesta matéria, foi
transmitida, em reuniões informais, a alguns deputados dos partidos
de Esquerda, terá que se “rever a Historiografia colonial” para
ser possível construir-se, na base da verdade, um futuro “sem
racismo institucionalizado em Portugal.”
A
exigência deste revisionismo histórico poderá, no entanto,
alargar-se a outras áreas, caso as teses de várias associações de
afrodescendentes e do SOS Racismo, acolhidas, genericamente, pelo
Bloco de Esquerda, ganhem margem de manobra, junto do governo. De
salientar que, em Junho de 2016, foi
publicado um manifesto, no jornal Público, subscrito por um grupo de
activistas da causa negra, liderado por Mamadou Ba, presidente do SOS
Racismo, onde se defendem, entre outras medidas para “o combate
ao racismo branco da sociedade portuguesa”, a
alteração do hino e da bandeira nacionais, com a justificação de que aqueles símbolos nacionais “celebram a
conquista e a vitória sobre os nossos antepassados (sic).”
No
mesmo manifesto, subscrito por Mamadou Ba, João Delgado, Kitty
Furtado e Sadiq S.Habib, acusa-se o governo português de praticar um
“terrorismo de Estado nos bairros periféricos de Lisboa (…) onde
uma polícia militarizada se comporta como um exército ocupante
levando a cabo, com total impunidade, execuções extrajudiciais.”
O
manifesto exige, por exemplo, “a desmilitarização imediata da
polícia, e o fim imediato das operações do CIR (Corpo de
Intervenção Rápida) nos nossos bairros (sic), como primeiro passo
rumo à abolição total da PSP e GNR, e sua substituição por
mecanismos de garantia da segurança colectiva, baseados nas
comunidades.”
A
questão da alegada violência policial indiscriminada nos bairros de
maioria africana será, provavelmente, uma das matérias mais
sensíveis, na concretização deste projecto agora aprovado, por
unanimidade, pela Assembleia da República. Desde 2015, por exemplo,
que circula um vídeo, no YouTube, onde se acusam as forças
policiais portuguesas de levar a cabo um “genocídio” dos
africanos residentes sobretudo nos chamados bairros
problemáticos da zona da Grande Lisboa. O vídeo foi produzido
pela Plataforma
Gueto/Buala, e o seu título em inglês é “Portuguese
Police Genocide Against Black People”.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
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