Os
Media portugueses tiveram recentemente um dia em cheio - quase tão
bom como quando o GNR
Hugo Ernano quis deter a tiro uma carrinha de assaltantes que o
tentou atropelar, quando foram mandados parar. Dentro da carrinha, o
extremoso pai cigano levava o filho de 16 anos e 1,80 metros para o
iniciar nas lides da profissão que ocupa parte substancial desta
tão vilipendiada comunidade - assaltos e roubos das mais variadas
categorias. O tiro, que era suposto ir para a roda esquerda do
carro, subiu com os solavancos da viatura da GNR e acertou no jovem,
que veio a falecer.
No
caso da Urban Beach, vê-se em vários vídeos alguns seguranças a
darem umas valentes arrochadas a uns rapazes que, aparentemente, terão
chegado à discoteca por volta da 6h30, quando esta fecha às 6h00 e
que, aparentemente também, estavam ali apenas a apanhar o fresco da
madrugada. Uma das testemunhas agredidas, um tal Magnusson, um jovem
africano, confessou à SIC que o grupo ficou ali à porta porque não
sabia se haviam de entrar ou não - já a discoteca estava fechada...
"Alguns
tinham dinheiro, outros não tinham" - diz
o Magnusson à SIC. Nada de anormal, também. O pessoal costuma
ir às discotecas, chega depois de elas estarem fechadas e não leva
dinheiro para pagar a entrada. Apenas a TVI teve a coragem de colocar
no ar as declarações do sr. Feliciano, também ele africano e dono
de uma roulote estacionada diante da discoteca Urban Beach.
"Dono
da rulote que estava em frente à discoteca Urban Beach conta que
estava um grupo a "atacar" clientes, pelo que foi chamar os
seguranças" - é o título da notícia da TVI. "Pedi
ajuda aos seguranças porque estavam a atacar as pessoas",
explica o sr. Feliciano, no decorrer da entrevista.
A
TVI fez aqui jornalismo sem histeria nem a demência do politicamente
correcto. Convém recordar que a Justiça portuguesa é fonte de
algumas das mais imbecis situações, em matéria da dita cuja, no
que toca a bandidos, polícias e cidadãos honestos. Recordemos
algumas, para além dos nove
anos de prisão aplicados a Hugo Ernano:
- Empresário alvejado por ladrão pode ter que indemnizá-lo em 15 mil euros. MP diz que o homem quis "fazer justiça pelas próprias mãos" e pede punição.
Já
agora, e a talhe de foice, se algum dos lesados do Banco Espírito
Santo, daqueles imigrantes que ficaram sem as poupanças de toda uma
vida, devido
à fraude das chamadas "acções preferenciais", planeada e
perpretada pelo banco, der um tiro na nuca do Ricardo Salgado,
que dirão os juízes dos tribunais portugueses? Estaremos perante um
crime ou um acto de Justiça?









