Flor Pedroso diz
que há jornalistas (em Portugal)
com medo de participar no próximo Congresso. Não percebo porquê. Até agora,
têm-se portado bem, sobretudo nestes quase dois anos que
passaram sobre a alegada agressão do Xeque Munir à sua esposa.
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Já lá vai um ano,
mais ou menos, que foi publicada a última notícia sobre a alegada agressão do
xeque Munir à sua mulher. Na altura, não ouve ninguém que não referisse o
facto, com
imagens da senhora a sangrar do nariz. Soube-se, dias depois, que a mulher
do xeque Munir tinha sido expulsa
da Mesquita de Lisboa, onde residia com o marido. E a seguir, uma pesada
cortina de silêncio caiu sobre o assunto. Nunca mais houve uma notícia, sequer,
a dar conta da evolução do caso. Nenhum jornalista ficou curioso? Nenhum tentou
saber o que aconteceu? Houve divórcio? Amigável? Litigioso? Como ficou a agressão? O que concluiu a
polícia? Que houve agressão? Que Munir foi o agressor? A senhora é bipolar, como acusou o xeque
Munir? Foi auto-agressão? Tentaram saber mas foram amordaçados? Mandaram-os
ajoelhar e colocaram-lhes uma coleira? Fizeram-nos sentar no chão, abanar o
rabo e deitar a língua de fora?"
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Escrevi isto,
neste blogue, em 15 de Agosto de 2016. Nos últimos seis meses, questionei
directamente 16 colegas jornalistas (meus amigos, alguns deles há mais de 20
anos…) via Internet claro, levantando as questões que levantei no texto acima
citado. Um deles cortou relações comigo, logo que lhe coloquei a questão, limitando-se a dizer que já não
aturava as minhas obsessões em relação aos islâmicos.
Dos restantes, a
reacção dividou-se em dois tipos: num caso (e as coisas ficaram nos 50/50…),
mostraram-se compreensivos para com as minhas
obsessões com os muçumanos, reomendando-me, em tom paternalista, que me
dedicasse a outras coisas. Porém, nenhum destes meus oito colegas sabia qual o
desfecho do caso.
Dos restantes
sete, a reacção foi hostil e agressiva, visando tmbém o que todos eles
consideraram uma obessão da minha parte em relação a muçulmanos. E todos eles
afirmaram, clara e abertamente, que não sabiam nada mais do caso, não queriam
saber, nem lhes interessava, porque não era notícia.
E pronto.
Percebem agora que, quando vi a entrevista da Maria Flor Pedroso, não me
admirei nada? Aliás, deixo aqui uma recomendação aos meus colegas de Portugal que
pretendem participar no 4º Congresso. Esqueçam esse Congresso. Não serve para
nada. A melhor forma de resolver os problemas dos jornalistas de Portugal é
chamar o “Liedson” da Comunicação – o Xeque David Munir!!! Um homem que vos
consegue colocar uma mordaça destas e, ainda por cima, convencer de que aquilo
que ele não é notícia, é MUITO BOM! De certeza que vos resolve todos os
problemas que vocês têm…