quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

NA RAMADA, UM "NAZI" FEITO À CHAPADA, INVENTADO A PARTIR DO NADA


José Antunes, professor de Biologia na Escola Secundária da Ramada, em Odivelas, foi 
acusado de ser um simpatizante e militante nazi, sem que tivesse sido  apresentado qualquer tipo de prova desses dois factos.  Num texto publicado no passado dia 28 de Outubro no blogue “Bairro do Oriente” e assinado com o pseudónimo de “Leocardo” – Luís Miguel Fernandes Crespo, funcionário público residente em Macau – refere-se que, em matéria de filiação política, o docente “é membro do Partido Nacional Renovador (PNR)” e concorreu “como cabeça de lista do partido às legislativas do ano passado, pelo círculo do Algarve”.

Mais adiante, são mostradas imagens de “Screen Saver” onde surgem “trocas de galhardetes” com diversas ameaças – umas, veladas, outras nem tanto – entre o referido professor e o próprio autor do texto. A dada altura, a troca de galhardetes transfere-se para a página de Facebook de José Antunes, com Luís Crespo a acusar o docente da Escola Secundária de Odivelas de o ter bloqueado “cobardemente”, sem se inibir de “prosseguir a sua manobra de intimidação nazi na sua própria página do Facebok”. O resto do texto é uma mescla de comentários, constatações e acusações de carácter pessoal, sem qualquer conexão lógica, relação factual ou organização temática com o que aparenta ser o assunto principal, a alegada filiação nazi do professor do ensino secundário.

Por exemplo, a dado passo, Luís Crespo refere que José Antunes reside há vários anos entre o Alentejo e o Algarve, mais exactamente na Ramada, onde já tinha concorrrido a uma colocação, no ano lectivo de 21012/2103. E a seguir, acrescenta: “Ah, Odivelas...os chaparros...as amendoeiras em flor...” Ao longo de vários parágrafos, Luís Crespo dirige uma série de insultos ao docente, a quem acusa da tal nunca minimamente provada filiação nazi. Para o autor do texto, José Antunes faz parte de “uma corja” que recorre “à intimidação, delação, coacção e ameaça”, chegando a apelidar o docente de “Goebbels da Ramada”.


No ultimo parágrafo, Luís Crespo altera ligeiramente a abordagem feita e concluiu dizendo que lhe causa ”espécie” que a Escola Secundária da Ramada, que ele supunha “ser um núcleo educativo multi-cultural e etnicamente diversificado” tenha como docente “um nazi destes”, garante – novamente, sem reveler qualquer tipo de indício que aponte para a veracidade das suas acusações.

Autor: “Leocardo”/Luís Miguel Fernandes Crespo”

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