segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Os textos do Facebook onde Amilcar Carvalho, aka Mica Costa-Grande, simpatizante Nazi, demonstra que o Holocausto nunca existiu, que os Judeus dominam a Comunicação Social mundial e que o cônsul Aristides de Sousa Mendes nunca salvou Judeus da morte



Americanos fumigando Mexicanos com Ziklon B

Mais pormenores técnicos sobre o Ziklon B
O heroísmo do consul Aristides de Sousa Mendes, um "mito"...
Uma dúzia de Judeus controla todos os Media do mundo
Mrtin Luther King Jr pode ser classificado como um escravo preto doméstico, apoiado pela "nomenklatura" (??) porque a sua maior ambição era apenas poder viver na mesma casa em que viviam os seus donos
Quanto a Tora foi alterada, permitindo a prática da usura,
os Judeus passaram a dominar o mundo

Mais ataques ao cônsul de Portugal em Bordéus
Aristides de Sousa Mendes

No dia 10 de Dezembro, cinco dias depois de eu ter publicado este artigo, a denunciar o facto de Amilcar Carvalho, aka Mica Costa-Grande, ser anti-semita e negar o Holocausto (factos amplamente provados com dezenas de posts assinados por si e publicados no Facebook)  o artista português radicado em Macau fez um comunicado violento contra mim, onde mete os pés pelas mãos, como diz o povo. 

Por um lado, acusa-me de estar lúcido e na posse de faculdades mentais suficientes para o vilipendiar com "técnicas de injúria em tudo semelhantes à propaganda nazi". Aqui, comete um pequeno lapso - propositado - referindo-me apenas como blogger e deixando de lado o facto de eu ter carteira profissional de jornalista desde 1981.

Logo a seguir, Amílcar Carvalho diz que eu sofro de uma gravíssima doença mental crónica, "devastadora" para a minha família e punição suficiente para o facto de eu ter escrito tais falsidades sobre ele - daí que, frisa, não tencione queixar-se em tribunal contra mim.

Perante uma colectânea de imbecilidades tão grandes, inseridas em escassos 4 ou 5 parágrafos, convém lembrar que o Amílcar Carvalho me ligou, no dia 6 de Dezembro, exigindo que eu apagasse o texto onde denuncio o seu anti-semitismo e as suas teses de negação do Holocausto (textos que reproduzo, acima). Perante a minha recusa, prometeu processar-me, por difamação e em processo cível, por lhe ter sido já comunicado pela Venetian que o contrato com a sua empresa não ia ser renovado.

O Amílcar Carvalho, pelos vistos, é tão generoso que não me vai processar. Infelizmente (para ele) eu tenho mau feitio. O processo que vou colocar ao Amílcar Carvalho tem a ver, especificamente, com dois pontos: o Ziklon B e o "mito" do cônsul Aristides de Sousa Mendes ter salvo milhares de judeus, como escreveu.

No primeiro caso, Amilcar Carvalho alegou que o Ziklon B, o gás que os países vencedores da II Guerra Mundial declararam, sob inúmeras formas legais (incluindo nas sentenças dos julgamentos de Nuremberga) ter sido usado no extermínio dos judeus, era, afinal, inofensivo para o ser humano, como ele próprio escreve, no início deste post. 

Graças ao apoio de várias instituições, nomeadamente do Museu Yad Vashem, terei a possibilidade de levar ao conhecimento de Amílcar Carvalho, nesse julgamento em que será ele o réu, os depoimentos de sobreviventes de Auschwitz que assistiram à utilização do Ziklon B, para matar judeus.

E terei também os depoimentos - entre outros - de Sheldon Adelson, Steve Wynn e Jorge Sampaio, na qualidade de membros de um povo que esteve à beira do extermínio e para quem a preservação da memória do Holocausto é algo de fundamental, nomeadamente perante os persistentes esforços de indivíduos como Amílcar Carvalho, que tentam, falsificando e manipulando a História, apresentar o Holocausto como inexistente.

Da parte da Funndação Aristides de Sousa Mendes, dos seus descendentes e, mais uma vez, do Museu Yad Vashem, o Museu do Holocausto, terei todo o apoio necessário para tentar fazer perceber ao Amílcar Carvalho que a actuação daquele diplomata português salvou milhares de vidas.

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