quarta-feira, 30 de novembro de 2016

AS PÉROLAS DO PORCO CRESPO (1)



Apresento-vos aqui ao vivo e em exclusivo a descoberta de uma enferemidade quem nem a comunidade científica imaginou sequer ser possível existir: o síndroma de desabituação de PIÇA. Depois de algumas horas (minutos?) sem um FALO masculino pela BUFA acima, ou um enchido com as medidas oficiais que o substitua (os enchidos são a metadona dos viciados em PIÇA, caso deste menino), a bicha começa a ressacar, e em menos de nada, a delirar.
(…)
Pois, pois, o primeiro "é mais ofensivo", porquê? Como o próprio diria, "porque aquela parva ficou com o preto só para ela e eu aqui a assobiar com as correntes de ar que me passam pela gruta, ai estúpida, não é justo!". Está explicado. Depois começa com um discurso algo enigmático sobre a "emasculação do nativo em relação ao alógeno", o que provavelmente será um "flashback" até ao dia em que viu um moreno avantajado, pôs-se de quatro quase que mecanicamente, levado pelo instinto, e no fim mudou de nome para Maria Afonsina Souto Datua Metelo Peloregassima Filho.


(1) Selecção dos melhores trabalhos literários publicados no blogue “Bairro do Oriente”, da autoria de Luís Crespo a.k.a. “Leocardo”, colunista do jornal diário Hoje Macau, dirigido pelo jornalista Carlos Morais José e “opinon-maker” do boletim da Associação dos Macaense, presidida pelo advogado Miguel de Senna Fernandes.

" CONA, tu és a nossa mãe/ CONA, és de onde a vida vem"

AS PÉROLAS DO PORCO CRESPO (1)


Este é um dos meus vídeos preferidos dos Ena Pá 2000, "Dona", de 2005, do disco "És muita linda". "Dona" é obviamente uma canção dedicada à CONA, mas um título "honesto" significaria a censura das rádios e das televisões, mas quem ouve e presta atenção apercebe-se que este é um hino à vagina. Instrumento de prazer, buraquinho mole, escuro, húmido e discreto, o triângulo amoroso por excelência, é a origem da vida, à entrada e à saída, e enfim, não passa um dia em que um homem normal não pense nela. E apesar de estar sempre tão perto, está às vezes tão longe do nosso alcance. Brindemos à CONA, e indiferentes ao expediente que os Ena Pá usaram para divulgar a mensagem, cantemos alto e bom som: " CONA, tu és a nossa mãe/ CONA, és de onde a vida vem".

(1) Selecção dos melhores trabalhos literários publicados no blogue “Bairro do Oriente”, da autoria de Luís Crespo a.k.a. “Leocardo”, colunista do jornal diário Hoje Macau, dirigido pelo jornalista Carlos Morais José e “opinon-maker” do boletim da Associação dos Macaenses.



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Luís Miguel Fernandes Crespo a.k.a. "Leocardo", Para a Cadeia, Já!

Prendam também o Tayeb Habib e o Renato Teixeira 
antes que comece a morrer gente!!!

CRIMES COMETIDOS

1) Luís Crespo

- Repetidas imputações, feitas através da publicação de notas e comentários nas páginas do Facebook, acusando várias pessoas, tanto em Macau como em Portugal, (a) de professarem a ideologia nazi, uma ideologia cuja prática é proibida e punida por lei, em ambos os ordenamentos jurídicos, constituindo isso, per si, um crime;  

- Repetidas imputações, acusando diversas pessoas de serem islamófobas, não no sentido corrente e normal deste termo (alguém que "tem aversão ao Islão ou àquilo que é islâmico"), mas no sentido de se tratar de pessoas que actuam, premeditadamente, com cúmplices, na constituição de organizações cujo objectivo seria, alegadamente, proceder à concretização de "acordo com vista à prática do genocídio", "incitamento ao genocídio" e à própria "prática do ggenocídio" - crimes claramente previstos nos artºs 230º, 231º e 232º do Código Penal de Macau;

Em todos esses casos, as pessoas vítimas dessas acusações sem fundamento rejeitaram e rejeitam essas imputações que, por sua vez são tidas, por esses mesmos visados como constituindo prática comprovaada dos crimes de difamação e injúria, punidos pelo Códigos Penais de Portugal e Macau;




2) Renato Teixeira

3) Tayeb Habib: Incitamento ao genocídio, negação da existência do Holocausto, tentativa declarada publicamente, de substituição do sistema politico português e sua base fundamental, a Constituição, alicerçados nna Declaração Universal dos Direitos Humanos e Carta das Nações Unidas, bem como na Lei e no Estado de Direito, por um sistema religioso, baseado no Islão e na Sharia, a Lei Islâmica; apoiante público e confesso da prática de actos terroristas, através da sua defesa dos princípios e objectivos de Said Outb, o ideólogo da organização terrorista Al Qaeda (a)

(a) Todos estes actos, declarações e comportamentos constituem, pela sua natureza, crimes públicos, cabendo ao Ministério Público com tutela penal sobre eles, dados os llocais diferentes onde foram cometidos, a obrigação de proceder criminalmente contra os seus autores, sem necessidade de apresentação de queixa formal por parte de terceiros;



NOVA SÉRIE DE TELEVISÃO ESTREIA HOJE EM PORTUGAL

NÃO PERCA - ACÇÃO E SUSPENSE


NA TV "SÁBIOS SÃO SÓ OS DO SIÃO" - ESTREIA ESTA NOITE ÀS 22H30

Uma produção conjunta de "QueroÉCacauQu'istoTáCadaVezMaisMau" e "Horseman Looking for a Nice Second-Hand Horse With a New Set of Horseshoes If Possible",a série de televisão há mais anos em exibição em todo o mundo árabe, baseada no relato histórico fidedigno de como os Beus

AS AVENTURAS FANTÁSTICAS DE CUIS LE RESPO
O FAMOSO CAÇADOR DE ISLAMOFÓS

Resumo do Primeiro Episódio

Cui Le Respo, um implacável porco-cinzento de meia-idade, com toda uma vida dedicada a caçar islamofobós, é enviado para uma batalha sem quartel e sem fim contra fanáticos islamofobós no território da Região Pouco Produtiva de Cacau, um paraíso de jogo, prostituição e drogas, perdido algures nos Mares do Sul da China. Le Respo é um porco luso-francês, nascido nos arredores do Monti

gémeas, junto à Estrada Nacional Nº 26, à saída do Montijo.

Inês SS: Feia Que Nem Estivador, Malcriada Que Nem Carroceiro


Será que, entre os meus amigos do Facebook e leitores - regulares e menos regulares - do meu blogue "O Ovo da Serpente" haverá alguém que conheça uma tolinha de Leiria chamada Inês Santos Silva? Tem 23 aninhos, frequentou o curso de Tradução e Interpretação de Português/Chinês no Instituto Politécnico de Leiria, esteve no Instituto Politécnico de Macau e, depois, na Universidade de Línguas e Cultura de Pequim e reside actualmente em Leiria.

A minha curiosidade àcerca desta tolinha de Leiria tem a ver com o facto de ela ter ido ao grupo "Portugueses em Macau", no Facebook - do qual eu também sou membro - no passado dia 26 de Novembro e ter feito um comentário desagradável, acintoso, rude, malcriado e ofensivo a um post meu. Não concordou, não discordou, não argumentou a favor, nem contra o que eu escrevi no meu post. Chegou e deixou esta frase: 


O meu post dizia apenas isto: "Ora aqui está um blogue que eu não conhecia, mas que me parece muito interessante, por razões óbvias e muito pessoais." Na linha abaixo coloquei o link para um blogue surgido recentemente, em Macau: "Leocardo - Um blogue de Macau, sobre Macau."

Qualquer pessoa que seja achincalhada da forma como eu fui, quer saber porquê. Depois de analisar diversos pormenores relacionados com o post, o seu conteúdo, as horas e comentários sequenciais ao da tolinha, como este aqui, tirei algumas conclusões, que me parecem lógicas, sobre o "enquadramento" do que a  tolinha de Leiria fez:

1 -  A tolinha colocou o seu comentário naquele post sete minutos depois do meu post. Em Macau, eram 22h46, em Portugal, onde a  tolinha de Leiria estava, eram14h39;
2 - A  tolinha de Leiria partiu do princípio de que eu não trabalho, embora não me conheça de lado nenhum, nunca tenha falado comigo, nunca nos tenhamos cruzado em Macau, onde ela esteve a estudar, e nunca tenha falado, sequer, com um amigo de um amigo meu (se o tivesse feito, qualquer um lhe diria que eu trabalho e em quê, uma vez que não é segredo);
3 - A  tolinha de Leiria não argumenta com nada, para lançar a atoarda que lança. Diz-me, por outras palavras: "vai trabalhar, malandro, se trabalhasses, já não passavas a vida no Facebook, a chatear outras pessoas, coitadinhas";
4 - Esta ideia que a tolinha de Leiria transmite - implicitamente, é certo - encaixa na perfeição com um "retrato"que me foi "aplicado", recentemente: eu teria, como "única actividade actual", isto numa "descrição exacta e completa, perseguir de forma "inquisitorial", todas a gente que não concorde com as minhas teorias da conspiração e, ao mesmo, publicar links em "páginas de grupos anti-imigração e anti-refugiados";
5 - A tolinha de Leiria decidiu ignorar esta mensagem, que lhe enviei via Facebook, pedindo-lhe que me explicasse porque razão tinha feito aquele desagradável comentário. Seguiu, nessa matéria, o conselho da mesma pessoa que lhe pediu para me "cascar", virtualmente, sempre que visse posts meus no Facebook a falar: a) Do blogue "Leocardo. Um blogue de Macau sobre Macau" (o novo blogue, que tem o mesmo nome que um blogue apagado em 2007 mas com endereço diferente: "leocardotemcacau.blogspot.com", enquanto que o velho blogue está neste endereço: "leocardoemmacau.blogspot.com"); b) Do "Leocardo", a.k.a. Luís Crespo

Confesso que apanhar com este insulto da tolinha de Leiria me irritou solenemente, por duas razões: primeiro, ela agiu tal e qual como uma cadelinha mal treinada de um vizinho meu, que anda por aí à solta, sem trela nem açaimo e que, quase todos os dias, vem fazer o seu cocózinho mesmo à porta do meu prédio, dando de frosques antes que o Diabo esfregue um olho. Postas as devidas diferenças entre as duas situações e respectivas protagonistas, o meu único objectivo com este post é que a tolinha de Leiriaa faça o favor de apanhar a caquinha que deixou no grupo "Portugueses em Macau". Como? Apresentando-me um pedido de desculpas, postado logo abaixo da desbragada afirmaçõa segunda a qual o meu veradeiro nome será "Paulo Faz-Nenhum Rei". Correcto, correcto, seria explicar porque fez aquilo. Mas isso eu sei que é impossível, para ela. E também não preciso. Tal como há muitas maneiras de esfolar um cabrito, também há muitas formas de descobrir certas coisas.

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo, é um ditado popular muito giro. Mas eu gosto desta versão recente, uma espécie de "upgrade": mais depressa se apanha um Crespo do que um porco, mesmo não havendo qualquer diferença entre estas duas espécies animais, o Crespo e o porco. 

A segunda razão de a minha irritação para com a tolinha de Leiria ser ainda intensa tem a ver com o facto de ela, uma catraia de 23 anos que ainda agora acabou os estudos e  nem sequer trabalha, me vir chamar madraço e mandrião, "mandando-me" trabalhar!!! Vá lá, do mal o menos. A tolinha de Leiria só me ACONSELHOU  a ir trabalhar, recordando-me que o meu PROBLEMA (???) era a "FALTA DE DORES DE COSTAS" - obviamente por não andar a vergar a mola todos os dias, na douta opinião dela. Bem, cá a mim também me parece que esta menina não andará a vergar a mola todos os dias. Nem sequer dia sim, dia não, palpita-me.

Acontece - e isso a tolinha de Leiria se calhar não sabe, porque não lhe grunhiram toda ainformação, quando a mandaram comentar no meu post - que quando ela nasceu, em 1993, JÁ EU TRABALHAVA HÁ 18 ANOS e tinha um filho de oito anos - que agora tem já 32. Estou à beira dos 60 anos e continuo a trabalhar, não obstante as patranhas que o frenético suíno fedorento lhe meteu pelos ouvidos dentro. 

Recomendo-lhe vivamente que deixe de brincar com cerdos. Primeiro que tudo, são animais, não são pessoas. Segundo, cheiram mal, porque não tomam banho. Terceiro nunca, mas nunca são animais em quem se confie. Se você algum dia encarar a sério a hipotese de vir a ler um livro, recomendo-lhe este: "O Triunfo dos Porcos". Não é muito grande e não tem palavras muito complicadas, É assim uma espécie de "Anita no Campo", só que em vez da Anita você tem um porco, o Napoleão, que é muito simpático para toda a gente, ao princípio, mas depois acaba por enganar a todos.

Entretanto, há uma frase de George Bernard Shaw, um escritor e dramaturgo (aqueles senhores que escrevem peças de teatro) inglês que lhe recomendo: "Never wrestle with pigs. You get dirty and, besides, the pig likes it". Dou-lhe uma versão com ligeiras alterações e, embora em Ingês, adaptada à realidade de Macau "Never play games with Crespo Big Pig. He doesn't know how to play, so he will always try to cheat you."

sábado, 26 de novembro de 2016

NOTA DO EDITOR DO BLOGUE "O OVO DA SERPENTE"


O blogue "O Ovo da Serpente" publicou, no passado dia 25 de Novembro do corrente ano, a foto-montagem que se pode ver no topo desta página e onde estão incluídas duas pequenas fotos do autor do blogue "Bairro do Oriente", Luís Crespo a.k.a."Leocardo", bem como uma terceira imagem de um suíno, em grande plano. Numa dessas fotos, Luís Crespo fuma, placidamente, uma cachimbada. Na outra foto, onde Luís Crespo pode ser visto a fazer um gesto obsceno com o dedo, inclui-se ainda uma legenda - "SEU PALHAÇO, CRIMINOSO" - no cimo da foto. 

O Editor deste blogue entende conveniente esclarecer publicamente algumas legítimas preocupações que muitos dos seus leitores lhe transmitiram (o que agradece, mais uma vez) ao longo dos últimos dois dias. Assim, após consultar os vários advogados locais que, simpaticamente e "pro bono", se ofereceram para prestar todo o apoio jurídico necessário a este blogue, logo que se aperceberam da existência de um contencioso entre o "O Ovo da Serpente" e o "Bairro do Oriente", esclarece-se o seguinte:

1 - A foto de pequena dimensão, no canto inferior direito da foto-montagem mencionada, onde Luís Crespo, a.k.a."Leocardo", faz um gesto obsceno, foi retirada de um vídeo da autoria do mesmo, colocado na plataforma de acesso público "YouTube";

2 - O vídeo em questão aborda vários assuntos, de forma atabalhoada e desconexa, como é norma do seu autor. A imagem onde Luís Crespo, a.k.a. "Leocardo," surge "giving the finger", como se diz em língua inglesa, com a legenda "SEU PALHAÇO, CRIMINOSO", é enquadrada por um comentário dele sobre o ex-Primeiro-Ministro José Sócrates - daí, pelos vistos, a lógica da legenda, ao que presumo;

3 - O Editor responsável pelo blogue "O Ovo da Serpente" considera (sendo esta a opinião de todos os advogados consultados) que absolutamente nehuma determinação legal foi ferida, como resutado da publicação desta foto-montagem;

4 - Não houve aqui qualquer violação de direitos de autor. A reprodução, por parte de "O Ovo da Serpente", das duas fotos de Luís Crespo, a.k.a."Leocardo", colocadas, respectivamente, no "YouTube" e no seu blogue "Bairro do Oriente", ambas de acesso totalmente livre a qualquer utilizador da Internet, inseriu-se numa prática que se traduz por uma livre reprodução e divulgação dos textos e fotos que são colocados na Internet, com a indicação, sempre que necessário, conveniente ou legalmente obrigatório, da sua origem/autoria;

5 - Sendo assim, a reprodução das fotos, por parte de "O Ovo da Serpente", até se conformou, pode dizer-se, a legítimos interesses do próprio autor das fotos, nelas auto-retratado (voluntariamente, claro!!!), que claramente pretendeu obter a maior divulgação possível, ao não limitar, nos termos da lei e de forma expressa, a reprodução do material que coloca no seus blogues;

6 - A ideia de que o conjunto de escritos publicados no blogue "O Ovo da Serpente" e na página pessoal do Facebook do Editor deste blogue, o jornalista profissional Paulo Reis, conteria violações de direitos juridicamente protegidos, daí resultando a prática de diversos crimes previstos no Código Penal de Macau, mais específicamente nos Capítulo V (Crimes contra a ordem e tranquilidade públicas), Capítulo VI (Crimes contra a honra), Capítulo VII (Crimes contra a reserva da vida privada) e Título III do mesmo CPM (Crimes contra a paz e a humanidade), concretamente os crimes previstos nos artºs 186º, 187º, 233º e 294º (Devassa da vida privada; Devassa por meio de informática; Ameaça com prática de crime e Discriminação racial) não faz qualquer sentido;

7 - Salientando apenas alguns dos pressupostos necessários à concretização de crimes referenciados em acusações avulsas divulgadas em escritos de acesso público e dirigidas a Paulo Reis por Luís Crespo a.k.a. "Leocardo", nomeadamente neste escrito, o Editor do blogue "O Ovo da Serpente" seria responsável, concretamente, pela prática de uma "Ameaça com prática de crime", crime previsto no artº 294º, Capítulo V (Crimes contra a Ordem e a Tranquilidade Públicas) do Código Penal de Macau;

8 - Acontece que não é perceptível que a população de Macau esteja actualmente a ser afectada por algum tipo de "alarme" ou "inquietação", resultantes de "ameaça com a prática de crime", por parte de Paulo Reis ou devido ao facto de o mesmo Paulo Reis ter feito "crer simuladamente que um crime vai ser cometido" aqui no Território;

9 - Note-se que esse alegado crime teria que ter uma determinada dimensão, para chegar, em termos de conhecimento, a largas faixas da população, por um lado; por outro, deveria ser algo de muito grave, por forma a cumprir os pressupostos do artigo 294º e alcançar os alegados intentos criminosos de Paulo Reis. Saliente-se que o artigo atrás citado está inserido no Capítulo referente aos "Crimes contra a Ordem e a Tranquilidade Públicas", cuja moldura de factos, para serem dados com provados, requer o cumprimentos de determinadas condições; 

10 - Para terminar, o Editor deste blogue recomenda vivamente a Luís Crespo a.k.a. "Leocardo" que consulte um advogado e peça que este lhe explique o conteúdo e consequências (caso haja lugar a prática do crime ali previsto) do artigo 329º (Capítulo IV - Crimes contra a realização da Justiça) do Código Penal de Macau. Quando se é, em termos de conhecimentos jurídicos, semi-analfabeto e se junta a isso problemas de literacia, como acontece a Luís Crespo a.k.a. "Leocardo", está-se perante a tragi-comédia do sapateiro que quer tocar rabecão. O sapateiro, normalmente, não tem unhas em boas condições (requerem-se finas e afiladas) de tanto cortar couro, coser solas e, vez por outra, acertar com o martelo nos desdo, ao pregar pregos. As unhas são essenciais para tocar qualquer instrumento de cordas, excepto os que são percurtidos mediante a utilização de um arco, como o violino e o violoncelo. Estes casos, geralmente, terminam com um rabecão destruído e um sapateiro desiludido, obrigado a regressar a uma profissão onde passa a vida com as mãos no sítio onde os outros metem os pés. 

Paulo Reis
pjcv.reis@gmail.com

Ernesto "Ku-Klux-Klan" Che Guevara: Blacks are "indolent" and "spend their meager wage (...) on drink"

"The black is indolent and a dreamer; spending his meager wage on frivolity or drink; the European has a tradition of work and saving, which has pursued him as far as this corner of America and drives him to advance himself, even independently of his own individual aspirations. The European has a tradition of work and saving, which has pursued him as far as this corner of America and drives him to advance himself, even independently of his own individual aspirations (...) Given the prevailing lack of discipline, it would have been impossible to use Congolese machine-gunners to defend the base from air attack: they did not know how to handle their weapons and did not want to learn (...) We're going to do for blacks exactly what blacks did for the revolution. By which I mean: nothing."

by Ernesto Che Guevara

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

" Sim! Fuzilámos! Fuzilámos e continuaremos a fuzilar, enquanto for necessário!"

Hasta nunca, Fidel!

"Temos que dizer aqui aquilo que é uma verdade conhecida, e que temos expressado sempre, perante o mundo: Fuzilamentos? Sim! Fuzilámos! Fuzilámos e continuaremos a fuzilar, enquanto for necessário! A nossa luta é uma luta de morte! Nós sabemos qual seria o resultado de uma batalha perdida! E os "gusanos" (1) também têm que saber qual é o resultado da batalha perdida, hoje, em Cuba! Vivemos nestas condições por imposição do imperialismo norte-americano. Mas, isto é verdade, não cometemos assassínios, como está a cometer, neste momento, a polícia política venezuelana!"

Che Guevara, representante do Governo cubano, discursando na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 1964

(1) Vermes  - Termo usado na Cuba de Fidel Castro e Che Guevara para designar todos aqueles que não estivessem cegamente ao lado da "Revolução". 

Mais Depressa Se Apanha Um Crespo do Que Um Porco (I)


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PUBLICADO NO DIA 27 DE NOVEMBRO DE 2016 (06H09 am)

NOTA DO EDITOR E AUTORES DO BLOGUE "O OVO DA SERPENTE"

O blogue "O Ovo da Serpente" publicou, no passado dia 25 de Novembro do corrente ano, a foto-montagem que se pode ver no topo desta página e onde estão incluídas duas pequenas fotos do autor do blogue "Bairro do Oriente", Luís Crespo a.k.a."Leocardo", bem como uma terceira imagem de um suíno, em grande plano. Numa das fotos, Luís Crespo fuma, placidamente, uma cachimbada. Na outra foto, onde Luís Crespo pode ser visto a fazer um gesto obsceno com o dedo, inclui-se ainda uma legenda - "SEU PALHAÇO, CRIMINOSO" - no cimo da foto. 

O Editor e os autores deste blogue entendem conveniente esclarecer publicamente algumas legítimas preocupações que muitos dos seus leitores lhes transmitiram (o que agradecemos, mais uma vez) ao longo dos últimos dois dias. Assim, após consultarmos os vários advogados locais que, simpaticamente e "pro bono", se ofereceram para prestar todo o apoio jurídico necessário ao nosso blogue, logo que se aperceberam da existência de um sério contencioso entre os responsáveis de "O Ovo da Serpente" e do "Bairro do Oriente", esclarece-se o seguinte:

1 - A foto de pequena dimensão, no canto inferior direito da foto-montagem mencionada, onde Luís Crespo, a.k.a."Leocardo", faz um gesto obsceno, foi retirada de um vídeo da autoria do mesmo, colocado na plataforma de acesso público "YouTube";

2 - O vídeo em questão aborda vários assuntos, de forma atabalhoada e desconexa, como é norma do seu autor. A imagem onde Luís Crespo, a.k.a. "Leocardo," surge "giving the finger", como se diz em língua inglesa, com a legenda "SEU PALHAÇO, CRIMINOSO", é enquadrada por um comentário dele sobre o ex-Primeiro-Ministro José Sócrates - daí, pelos vistos, a lógica da legenda, ao que nós presumimos;

3 - O Editor responsável pelo blogue "O Ovo da Serpente" considera (sendo esta, obviamente a opinião de todos os advogados consultados) que absolutamente nehuma determinação legal foi ferida, como resutado da publicação desta foto-montagem;

4 - Não houve aqui qualquer violação de direitos de autor. A reprodução, por parte de "O Ovo da Serpente", das duas fotos de Luís Crespo, a.k.a."Leocardo",  colocadas, respectivamente, no "YouTube" e no seu blogue "Bairro do Oriente", ambas de acesso totalmente livre a qualquer utilizador da Internet, inseriu-se numa prática que se traduz por uma livre reprodução e divulgação dos textos e fotos que são colocados na Internet, com a indicação, sempre que necessário, conveniente ou legalmente obrigatório, da sua origem/autoria;

5 - Sendo assim, a reprodução das fotos, por parte de "O Ovo da Serpente", apenas se conformou, pode dizer-se, a legítimos interesses do próprio autor das fotos, nelas auto-retratado (voluntariamente, claro!!!), que claramente pretendeu obter a maior divulgação possível, ao não limitar, nos termos da lei e de forma expressa, a reprodução do material que coloca no seus blogues;

6 - A ideia de que o conjunto de escritos publicados no blogue "O Ovo da Serpente" e na página pessoal do Facebook do Editor deste blogue, o jornalista profissional Paulo Reis, conteria violações de direitos juridicamente protegidos, daí resultando a prática de diversos crimes previstos no Código Penal de Macau, mais específicamente nos Capítulo V (Crimes contra a ordem e tranquilidade públicas), Capítulo VI (Crimes contra a honra), Capítulo VII (Crimes contra a reserva da vida privada) e Título III do mesmo CPM (Crimes contra a paz e a humanidade), concretamente os crimes previstos nos artºs 186º, 187º, 233º e 294º (Devassa da vida privada; Devassa por meio de informática; Ameaça com prática de crime e Discriminação racial) não faz qualquer sentido;

7 - Salientando apenas alguns dos pressupostos necessários à concretização de crimes referenciados em acusações avulsas divulgadas em escritos de acesso público e dirigidas a Paulo Reis por Luís Crespo a.k.a. "Leocardo", nomeadamente neste escrito, o Editor do blogue "O Ovo da Serpente" seria responsável, concretamente, pela prática de uma "Ameaça com prática de crime", crime previsto no artº 294º, Capítulo V (Crimes contra a Ordem e a Tranquilidade Públicas) do Código Penal de Macau;

8 - Acontece que não é perceptível que a população de Macau esteja actualmente a ser afectada por algum tipo de "alarme" ou "inquietação", resultantes de "ameaça com a prática de crime", por parte de Paulo Reis ou devido ao facto de o mesmo Paulo Reis ter feito "crer simuladamente que um crime vai ser cometido" aqui no Território;

9 - Note-se que esse alegado crime teria que ter uma determinada dimensão, para chegar, em termos de conhecimento, a largas faixas da população, por um lado; por outro, deveria ser algo de muito grave, por forma a cumprir os pressupostos do artº 294 e alcançar os alegados intentos criminosos de Paulo Reis. Saliente-se que o artigo atrás citado está inserido no Capítulo referente aos "Crimes contra a Ordem e a Tranquilidade Públicas", cuja moldura factual, para serem dados com provados, requer o cumprimentos de determinadas condições; 

10 - Para terminar, o Editor e os autores deste blogue recomendam a Luís Crespo a.k.a. "Leocardo" que consulte um advogado e peça que este lhe explique o conteúdo e consequências do Artigo 329º (Capítulo IV - Crimes contra a realização da Justiça) do Código Penal de Macau. Quando se é, em termos de conhecimentos jurídicos, semi-analfabeto e se junta a isso problemas de literacia, como acontece a Luís Crespo a.k.a. "Leocardo", está-se perante a tragédia do sapateiro que quer tocar rabecão. O sapateiro, normalmente, não tem unhas em boas condições, finas e afiladas, de tanto cortar couro, coser solas e, vez por outra, acertar com o martelo nos desdo, ao pregar pregos. As unhas são essenciais para tocar qualquer instrumento de cordas, excepto os que são percurtidos mediante a utilização de um arco, como o violino e o violoncelo. Estes casos, geralmente, terminam com um rabecão destruído e um sapateiro desiludido, obrigado a regressar a uma profissão onde anda sempre com as mãos onde os outros põem os pés.

Paulo Reis
pjcv.reis@gmail.com

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Quinta-feira, 24 de novembro de 2016
(...)
"Para terminar este longo texto, resultante do meu azarento encontro virtual com essa tão desagradável figurinha, o tal "Leocardo" (que é o boçal escriba que assina com o mesmo nome no "Hoje Macau", periódico dirigido pelo conceituado jornalista Carlos Morais José) e a fim de lhe poupar trabalho, fica aqui a indicação: praticamente todos os dias, a meio da manhã, VOU ATÉ AO CAFÉ CARAVELA, ONDE LEIO O JORNAL e bebo uma Coca-Cola. Se o tal "Leocardo" achar que lhe devo alguma satisfação ou pretender pedir meças, por causa do aqui escrevo, hoje, já sabe onde me encontrar e mais ou menos a que horas."

Sexta-feira, 25 de novembro de 2016
(...)
"Isso, não me assusta, seu homenzinho ridículo, e já que faz questão em não distinguir o que é pessoal do restante, fique a saber também o seguinte: NÃO SEI QUE CAFÉ É ESSE QUE FREQUENTA, SÓ SEI QUE NÃO FREQUENTO NENHUM  e apesar de "viver não muito longe de mim", terei-o visto duas ou três vezes na minha vida, se tanto, mas pode ter a certeza que da próxima vez que se cruzar com o Luís Crespo, este vai inquiri-lo sobre aquilo que o aflige."

Segunda-feira, 24 de junho de 2013
(...)
"SOU UM CLIENTE HABITUAL DO ESPAÇO, muito por culpa da proximidade com o meu local de trabalho. Chego mesmo a passar por lá apenas para beber um café a meio do dia, mesmo já me tendo desabituado a essa tradição tão portuguesa da “bica” a horas incertas “porque sim” (...) OS MEUS COLEGAS CHINESES, POR EXEMPLO, CUJA MAIORIA JÁ LEVEI AO CARAVELA, consideram deixar uma nota de cem por um almoço “uma ocasião especial (...) Não sou um grande adepto da pastelaria, que considero apenas “razoável”, e em alguns casos os preços tornam-se quase probitivos."

Afinal, Parece Que Temos Homem! Ninguém diria... (E lá deixaram o raio da porta do curral novamente aberta!)


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PUBLICADO NO DIA 27 DE NOVEMBRO DE 2016 (06H07 am)

NOTA DO EDITOR E AUTORES DO BLOGUE "O OVO DA SERPENTE"

O blogue "O Ovo da Serpente" publicou, no passado dia 25 de Novembro do corrente ano, a foto-montagem que se pode ver no topo desta página e onde estão incluídas duas pequenas fotos do autor do blogue "Bairro do Oriente", Luís Crespo a.k.a."Leocardo", bem como uma terceira imagem de um suíno, em grande plano. Numa das fotos, Luís Crespo fuma, placidamente, uma cachimbada. Na outra foto, onde Luís Crespo pode ser visto a fazer um gesto obsceno com o dedo, inclui-se ainda uma legenda - "SEU PALHAÇO, CRIMINOSO" - no cimo da foto. 

O Editor e os autores deste blogue entendem conveniente esclarecer publicamente algumas legítimas preocupações que muitos dos seus leitores lhes transmitiram (o que agradecemos, mais uma vez) ao longo dos últimos dois dias. Assim, após consultarmos os vários advogados locais que, simpaticamente e "pro bono", se ofereceram para prestar todo o apoio jurídico necessário ao nosso blogue, logo que se aperceberam da existência de um sério contencioso entre os responsáveis de "O Ovo da Serpente" e do "Bairro do Oriente", esclarece-se o seguinte:

1 - A foto de pequena dimensão, no canto inferior direito da foto-montagem mencionada, onde Luís Crespo, a.k.a."Leocardo", faz um gesto obsceno, foi retirada de um vídeo da autoria do mesmo, colocado na plataforma de acesso público "YouTube";

2 - O vídeo em questão aborda vários assuntos, de forma atabalhoada e desconexa, como é norma do seu autor. A imagem onde Luís Crespo, a.k.a. "Leocardo," surge "giving the finger", como se diz em língua inglesa, com a legenda "SEU PALHAÇO, CRIMINOSO", é enquadrada por um comentário dele sobre o ex-Primeiro-Ministro José Sócrates - daí, pelos vistos, a lógica da legenda, ao que nós presumimos;

3 - O Editor responsável pelo blogue "O Ovo da Serpente" considera (sendo esta, obviamente a opinião de todos os advogados consultados) que absolutamente nehuma determinação legal foi ferida, como resutado da publicação desta foto-montagem;

4 - Não houve aqui qualquer violação de direitos de autor. A reprodução, por parte de "O Ovo da Serpente", das duas fotos de Luís Crespo, a.k.a."Leocardo",  colocadas, respectivamente, no "YouTube" e no seu blogue "Bairro do Oriente", ambas de acesso totalmente livre a qualquer utilizador da Internet, inseriu-se numa prática que se traduz por uma livre reprodução e divulgação dos textos e fotos que são colocados na Internet, com a indicação, sempre que necessário, conveniente ou legalmente obrigatório, da sua origem/autoria;

5 - Sendo assim, a reprodução das fotos, por parte de "O Ovo da Serpente", apenas se conformou, pode dizer-se, a legítimos interesses do próprio autor das fotos, nelas auto-retratado (voluntariamente, claro!!!), que claramente pretendeu obter a maior divulgação possível, ao não limitar, nos termos da lei e de forma expressa, a reprodução do material que coloca no seus blogues;

6 - A ideia de que o conjunto de escritos publicados no blogue "O Ovo da Serpente" e na página pessoal do Facebook do Editor deste blogue, o jornalista profissional Paulo Reis, conteria violações de direitos juridicamente protegidos, daí resultando a prática de diversos crimes previstos no Código Penal de Macau, mais específicamente nos Capítulo V (Crimes contra a ordem e tranquilidade públicas), Capítulo VI (Crimes contra a honra), Capítulo VII (Crimes contra a reserva da vida privada) e Título III do mesmo CPM (Crimes contra a paz e a humanidade), concretamente os crimes previstos nos artºs 186º, 187º, 233º e 294º (Devassa da vida privada; Devassa por meio de informática; Ameaça com prática de crime e Discriminação racial) não faz qualquer sentido;

7 - Salientando apenas alguns dos pressupostos necessários à concretização de crimes referenciados em acusações avulsas divulgadas em escritos de acesso público e dirigidas a Paulo Reis por Luís Crespo a.k.a. "Leocardo", nomeadamente neste escrito, o Editor do blogue "O Ovo da Serpente" seria responsável, concretamente, pela prática de uma "Ameaça com prática de crime", crime previsto no artº 294º, Capítulo V (Crimes contra a Ordem e a Tranquilidade Públicas) do Código Penal de Macau;

8 - Acontece que não é perceptível que a população de Macau esteja actualmente a ser afectada por algum tipo de "alarme" ou "inquietação", resultantes de "ameaça com a prática de crime", por parte de Paulo Reis ou devido ao facto de o mesmo Paulo Reis ter feito "crer simuladamente que um crime vai ser cometido" aqui no Território;

9 - Note-se que esse alegado crime teria que ter uma determinada dimensão, para chegar, em termos de conhecimento, a largas faixas da população, por um lado; por outro, deveria ser algo de muito grave, por forma a cumprir os pressupostos do artº 294 e alcançar os alegados intentos criminosos de Paulo Reis. Saliente-se que o artigo atrás citado está inserido no Capítulo referente aos "Crimes contra a Ordem e a Tranquilidade Públicas", cuja moldura factual, para serem dados com provados, requer o cumprimentos de determinadas condições; 

10 - Para terminar, o Editor e os autores deste blogue recomendam a Luís Crespo a.k.a. "Leocardo" que consulte um advogado e peça que este lhe explique o conteúdo e consequências do Artigo 329º (Capítulo IV - Crimes contra a realização da Justiça) do Código Penal de Macau. Quando se é, em termos de conhecimentos jurídicos, semi-analfabeto e se junta a isso problemas de literacia, como acontece a Luís Crespo a.k.a. "Leocardo", está-se perante a tragédia do sapateiro que quer tocar rabecão. O sapateiro, normalmente, não tem unhas em boas condições, finas e afiladas, de tanto cortar couro, coser solas e, vez por outra, acertar com o martelo nos desdo, ao pregar pregos. As unhas são essenciais para tocar qualquer instrumento de cordas, excepto os que são percurtidos mediante a utilização de um arco, como o violino e o violoncelo. Estes casos, geralmente, terminam com um rabecão destruído e um sapateiro desiludido, obrigado a regressar a uma profissão onde anda sempre com as mãos onde os outros põem os pés.

Paulo Reis
pjcv.reis@gmail.com

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"Resposta a PR", na sequência deste texto: "O que é que o "Leocardo", 


"(..) permita-me que lhe deixe isto bem claro: não me mete medo. Isso, não me assusta, seu homenzinho ridículo, e já que faz questão em não distinguir o que é pessoal do restante, fique a saber também o seguinte: não sei que café é esse que frequenta (Você vive em Macau há 23 anos e não conhece a Caravela????? Nesse caso, veja o mapa do Google, onde ecnontra o endereço e as fotos, mais abaixo, no ponto 1), só sei que não frequento nenhum, e apesar de 'viver não muito longe de mim', terei-o ("tê-lo-ei" é a forma correcta de conjugar o verbo "Ter", no Futuro do Indicativo") visto duas ou três vezes na minha vida, se tanto, mas pode ter a certeza que da próxima vez que se cruzar com o Luís Crespo, este vai inquiri-lo sobre aquilo que o aflige."

"(...) se acha que daqui resulta matéria de facto para procedimento criminal, vá em frente, insisto (2). O mais provável é que prossiga na sua senda de ataques baixos e reles, próprios do seu carácter nada recomendável - aquilo que você entende por "fazer justiça" (3) é o que a justiça A SÉRIO chama de "prova" (4). 

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(1) - Endereço do Café/Restaurante Caravela (na foto, em baixo), no Pátio Comandante Mata e Oliveira, junto à Escola Portuguesa de Macau (RPC)



(2) - Não vale a pena insistir, porque é totalmente inútil. O procedimento criminal, nos termos das leis consitutivas de qualquer sociedade organizada em Estado de Direito, só é passível de ser aplicado quando está em causa a dirimição de conflitos entre pessoas.

(3) Fazer Justiça, no caso de alguém como você, que insultou dezenas de pessoas (incluindo-me a mim), ao longo de anos e anos, primeiro num blogue anónimo, e depois noutro blogue, já identificado) cinge-se apenas a abrir-lhes os cornos com um taco de basebol. 

(4) - Remeto-o para o ponto anterior: Justiça (aquilo que se pede e se obtém, na maioria das vezes, através dos Tribunais) apenas é aplicável a conflitos entre pessoas. No caso em epígrafe que você cita, da minha parte apenas posso garantir a aplicação de medidas profilácticas de combate a uma das zoonoses mais perigosas existentes (em termos práticos, implica fazer-se isto e isto)




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O que é que o "Leocardo", também conhecido como Luís Crespo, quer? Suicidar-se? Ser "suicidado?

"Islamofobia é uma palavra criada por fascistas e usada por cobardes para manipular idiotas."
(autor anónimo contemporâneo)

"British Muslims are becoming a nation within a nation and many of them hold very different values from the rest of society and want to lead separate lives. Those with separatist views are far more likely to support terrorism."
(...)
“In my view, we have to adopt a far more muscular approach to integration than ever, replacing the failed policy of multiculturalism."
(...)
"Everyone who has pinned their hopes on the rise of reforming and liberal British Muslim voices are in for a disappointment"
(...)
"There is a chasm opening up between Muslims and non-Muslims on such fundamentals as marriage, relations between men and women, schooling, freedom of expression and even the validity of violence in defense of religion."
(...)
"We have ‘understood’ too much, and challenged too little – and in doing so are in danger of sacrificing a generation of young British people to values that are antithetical to the beliefs of most of us, including many Muslims."




Sir Trevor Phillips
Head of the Equality and Human Rights Commission between 2003 and 2012
"Architect" of the introduction in UK of the concept of "Islamophobia" in 1996


Há um bom par de anos, ao procurar por uma história qualquer que tinha publicado no Hoje Macau, dei de caras com um post de 2010 que me era dedicado, num blogue chamado "Bairro do Oriente" e assinado por um tal de "Leocardo". Tratava-se de um texto a chamar-me idiota, por outras palavras. O autor afirmava que se recordava de mim sobretudo por causa do “Dependente – o jornal de todos os lobbies” (um semanário humorístico que eu publiquei durante alguns meses, em 1995) mas "que era de um humor tão privado que provavelmente só o próprio Paulo lhe achava graça" - um "Dependente" a roçar a imbecilidade, portanto, na subtil alusão do tal "Leocardo". Citando uma reportagem do Ponto Final, do dia 19 de Março de 2010, sobre blogues de Macau, o autor do post aproveitava para assinalar que eu não tinha melhorado com o tempo.

No paralelismo que estabelecia entre o "Dependente" e o "Macau Dazibao", um blogue que eu tinha criado em 2010, o tal "Leocardo" salientava que, sendo o humor do "Dependente" "tão privado" que apenas eu o entendia, "mesmo agora", no Macau Dazibao, eu contava umas "umas estórias cheias de enredo e intriga" que lhe "passaram completamente ao lado". Claro que era preciso ter em conta, como explicava o tal "Leocardo", nesse post, que ele, entre a data em que chegou a Macau, em 1993 e "até muito pouco tempo antes da transição, andava mais ocupado a papar gajas do que com as intrigas políticas locais, os jornalistas 'videirinhos' (lol, nem me lembrava desta palavra) ou os processos judiciais por 'dá cá aquela palha' - duas referências, entre aspas, retiradas de textos meus publicados naquele blogue e que diziam respeito a polémicas locais, relacionadas com a Justiça, os Tribunais, a comunicação Social e as 38 queixas-crime que foram apresentadas contra mim, pelo então presidente do Supremo Tribunal de Justiça de Macau, Farinha Ribeiras.

Numa tirada cheia de elegância, o tal "Leocardo" ridicularizava especialmente o facto de eu ter escrito que os jornalistas, em Macau, apanhavam processos por “dá cá aquela palha”: "Se fosse para comer palha tinha indo antes para Abrantes, que não é assim tão longe da minha 'Santa terrinha”, escrevia o tal "Leocardo". Para colocar a cereja no cimo do bolo, o tal "Leocardo", generosamente, admitia reconhecer "interesse" ao meu blogue “Macau Dazibao” porque, diz, "explica muito da nossa 'brave presence' em Macau depois de 1999 (?)". Confesso que, neste caso, fiquei sem perceber se era um elogio, se era um insulto como os anteriores.

Na altura, li aquele relambório duas ou três vezes, a pensar se lhe deveria dar uma resposta ou não. Mas reparei que, nas primeiras linhas do texto, o tal "Leocardo" começava logo por me classificar como "um verdadeiro enfant-terrible da imprensa de Macau". Esta demonstração de analfabetismo e de exclusão vocabular, aliada ao facto de o autor dizer que, em 1995, "andava mais ocupado a papar gajas do que com as intrigas políticas locais" levou-me a desistir da ideia de dar troco. Nunca fui um "enfant-terrible", no jornalismo de Macau ou em qualquer outro sítio ou actividade. Um "enfant-terrible", por definição, é alguém que faz questão de chocar as outras pessoas, que parte a loiça-toda, que tem comportamentos inesperados, iconoclastas, que não respeita tradições, que é fortemente não ortodoxo, inovador ou de vanguarda.

João Pereira Coutinho foi, a dada altura, um "enfant-terrible" do jornalismo português. Lobo Antunes, como titulou o "Observador", numa entrevista com ele, foi o "enfant-terrible" da literatura portuguesa. Balotelli, o genial mas sempre imprevisto e inesperado Balotelli, foi o "enfant-terrible" do futebol italiano. Ana Gomes ainda hoje é a "enfant-terrible" do PS, para grande dor de cabeça do pobre António Costa – ninguém consegue adivinhar ou prever o que ela vai dizer ou fazer. Em 1995, no auge da repressão "vieirista" contra os jornalistas - uma política que me tinha levado à demissão do Gabinete de Comunicação Social, em 1993 - o presidente do Supremo Tribunal de Justça apresentou 38 queixas-crime contra mim, na qualidade de director da Gazeta Macaense.

Com o caso em Tribunal, comecei por ser alvo de uma  medida absolutamente original, nunca antes aplicada em território português ou sob administração portuguesa, no pós-25 de Abril: fui obrigado a pagar uma caução carcerária de 15 mil patacas, para poder aguardar o julgamento em liberdade, uma vez que o queixoso, juiz Farinha Ribeiras, tinha solicitado ao Tribunal que eu fosse colocado em prisão preventiva. Entre o pau ir e vir, o julgamento começar e acabar - meu e do meu colega António Ramos André - e os recursos transitarem em julgado, o "Committee to Protect Journalists" colocou uma carta minha, intitulada "Codes of Silence", a abrir o livro publicado com o seu relatório anual sobre a situação da Liberdade de Imprensa no mundo, naquele ano. Mais adiante, a Amnistia Internacional anunciou que, caso a sentença fosse de prisão efectiva, nos nomearia - a mim e ao António Ramos André - "prisioneiros de consciência", em nome da Liberdade de Imprensa.

Fui julgado em sete casos, resultantes das 38 queixas, absolvido de tudo o que escrevi e condenado por algo que não escrevi mas publiquei, um texto do semanário "Tal & Qual". O Ramos André foi absolvido também, em relação à autoria de quatro textos de opinião, se a memória não me falha. Entretanto, eu tinha sido despedido de director da Gazeta Macaense (e o Ramos André também, por arrasto), ainda antes do julgamento, depois de rejeitar um pedido do proprietário, o advogado José Manuel Rodrigues, para não criticar, no jornal, o então secretário-adjunto para a Administração e Juventude, Jorge Rangel (hoje presidente do Instituto Internacional de Macau). Dois meses depois, José Manuel Rodrigues foi agraciado com um dos lugares de deputado na Assembleia Legislativa, por nomeação do Governador Rocha Vieira.

Por esta amostra se pode ver que aqueles tempos foram interessantes mas complexos. Consigo perceber que um jovem do género do tal "Leocardo", saído há pouco da adolescência, recém-chegado a Macau, com uns frescos 20 aninhos, cheio de hormonas até às orelhas, como é próprio dessa idade, tivesse ficado obcecado apenas em "papar gajas", não prestando atenção a absolutamente mais nada do que acontecia à sua volta. Eu, quando cá cheguei, já tinha 28 anos, era casado e tinha um filho com quase três anos. Não andava aos saltos pelas vielas do território, com a espuma a escorrer pelos cantos da boca, à procura de gajas para "papar". Depois dessa reflexão, acabei por decidir ignorar o post "Macau Dazibao", pubicado no "Bairro do Oriente", pelo tal "Leocardo". Não sabendo nada da vida dele, tive o "feeling" de que haveria fortes hipóteses de ainda continuar a levantar poeira, pelas ruas da cidade, na sua frenética caça de gajas para "papar", tendo prolongado essa prática venatória para além de 1999. E digo isto porque, entre outras razões, num post de Abril de 2010, o tal "Leocardo" referia, como se tivesse acontecido na véspera, ter o hábito de colocar um "Koh-Kae (amendoim tailandês, coberto com uma camada crocante de vários sabores) no umbigo das gajas" que andava a papar "e depois comer de lá".

E assim, apagou-se-me o tal "Leocardo" da memória, mais o seu nefando post, depois deste rápido cruzamento, que reputo ter sido por volta de 2011. Era, pelas razões que atrás referi, um daqueles casos em que o universo virtual é fértil. A gente lança o dedo numa tecla decomputador e sai um deles a sorrir e a saltitar, hílare e jovial, satisfeito consigo próprio por ser tão esperto, mas sem perceber qual é diferença entre esperteza e inteligência. Reparei, ao longo dos anos, nalguma agitação e até "frisson", na sociedade de Macau, em torno do mesmo personagem, o tal "Leocardo". Percebi que o facto de esconder a sua identidade era a pedra de toque com que manipulava e fazia crescer a aura de mistério à sua volta e insultava, livre de responsabilidades e consequências, meio-mundo. "Every man and his dog", dizem, com mais piada, os ingleses. Como sempre tive uma especial aversão à cobardia do anonimato, por considerar ser um dos comportamentos mais soezes, torpes, reles e vis, não desperdicei outra atenção do que a necessária para participar, por educação, em algumas conversas de café onde o tal "Leocardo" e os seus dislates eram tema.

Por roda de Setembro deste ano, cruzei-me não com um post, mas com o tal "Leocardo", agora no Facebook e "ao vivo". Já não sei quem comentou primeiro na página do outro, se eu, se ele. Trocámos algumas observações nos respectivos posts - poucas - e eu cortei rapidamente a conversa, até porque eu estava bem ciente da tendência do tal "Leocardo" para a linguagem desbragada e porca, com conas, caralhos e piças à mistura, termos que pululam por todo o seu blogue. Preferi, pois, não alargar o relacionamento, sobretudo depois de algumas trocas de galhardetes imbuídas de alguma agressividade, devido a posições políticas diametralmente opostas, em relação ao Islamismo, ao Trump, às políticas de imigração da Europa, etc, etc. Acima de tudo, temos posições violentamente opostas em relação àquilo que se pode chamar a "Questão Judaica". O tal "Leocardo" é sofregamente pró-palestiniano e furiosamente anti-israelita. Acredita piamente na veracidade do "Protocolo dos Sábios do Sião", vê um banqueiro Judeu por detrás de cada atentado, guerra ou perturbação da paz mundial e escreveu, preto no branco, que foram os Judeus que inventaram a usura, origem, como se sabe, de todos os males do mundo.

Realmente, o tal "Leocardo" veio para o sítio certo, quando decidiu deixar o Lisboa e rumar a Macau. Aqui encontrou, confortavelmente abrigados no seio da comunidade portuguesa, um grupo de fanáticos anti-semitas e pró-nazis, de substancial dimensão e sobretudo com enorme peso e influência, dentro dessa mesma comunidade, dada a sua forte presença nos meios jornalístico, artístico, financeiro e judicial, apenas para citar os mais importantes sectores. E ele há de tudo, como na mercearia e como já eu próprio tive oportunidade de testemunhar, discretamente e várias vezes: negacionistas do Holocausto, defensores do professor Faurisson, teóricos especializados na explicação das técnicas de falsificação do número de mortos em Auschwitz, propagandistas do genocídio do povo palestiniano (um genocídio "sui generis", porque a população palestiniana aumenta à medida que é exterminada...)

No caso do tal "Leocardo", a sua especialidade é a piada grosseira, boçal, rasteira e baixa: "Os rufias que o Estado Hebraico zionista treina" andam nas zonas habitadas pelos palestinianos "a fazer de barraca dos tiros na feira para eles". Quem terão sido piores, como perguntou, numa escola brasileira, um professor: os nazis ou os judeus? "Os nazis, porque os israelitas não fizeram sabão com os palestinianos', ou 'Os judeus, para que se veja como esta peste se reproduz e ataca quando se deixam alguns de fora do forno crematório' - esta seria a resposta do menino Adolfinho, o 'sapeca' da turma", respondeu o tal "Leocardo", num texto seu do Bairro do Oriente. Num registo mais sério, o também cronista do "Hoje Macau" critica o facto de os judeus continuarem apenas "atentos a qualquer sinal de desrespeito pelos nove milhões de hebreus mortos durante o conflito", não obstante terem morrido 40 milhões de pessoas na II Guerra Mundial: "A forma como (os Judeus) o fazem há muito que tomou contornos de paranóia. É mania da perseguição, pura e simplesmente. Cada vez que surge a imagem ou se refere o nome de Adolf Hitler ou qualquer outra referência ao nazismo, lá estão os zionistas, qual 'big brother', prontos para censurar e dar tau-tau aos meninos marotos", afirma, num tom claramente revoltado, o tal "Leocardo".

Entre 19 de Março de 2010 e 9 de Novembro de 2016, o tal "Leocardo" dedicou-me dois singelos posts, no seu blogue "Bairro do Oriente": o primeiro, intitulado "Macau Dazibao" e datado de 20 de Março de 2010, curto e grosso, com cerca de 1.000 caracteres e que já referi mais acima, em pormenor, destinou-se a chamar-me idiota, por outras palavras. O segundo, intitulado "Dois Escadotes e uma Barrica", publicado no dia 10 de Novembro de 2010, com cerca de 2.200 caracteres, era correcto e destituído de intenções ofensivas ou insultuosas, contrapondo um texto meu e outro do Marques da Silva - éramos ambos, na altura, cronistas do "Hoje Macau" - sobre a última Festa da Lusofonia, opinando em sentidos opostos. Curiosamente, nesse post o tal "Leocardo" escreve que gosta muito dos nossos trabalhos naquele jornal diário "mas para ser sincero prefiro o Paulo, que me 'diz mais" - isto, embora concorde com a opinião do Marques da Silva, para quem a Casa de Portugal é "amorfa" e os "seus dirigentes tomam atitudes elitistas que levam ao afastamento da comunidade."

Entretanto, pouco antes do início do mês de Setembro do ccorrente ano, como já referi, teve lugar a tal troca de galhardetes algo desgradável entre mim e o tal "Leocardo", nas nossas páginas do Facebook. O meu "relacionamento" com ele ficou-se por aí. No entanto, ainda recebi um "recado" dele, no final de um texto sobre outros utilizadores do Facebook, onde me ameaçava, com uma expressão do género "Et tu, Paulo, não perdes pela demora". E assim foi. Entre 7 de Setembro e 10 de Novembro fui brindado com três textos - de que eu me tivesse apercebido, porque pode ter havido mais. Dois deles foram-me pessoalmente dirigidos e num terceiro fui razoavelmente citado e desafiado. No total, total, 15.600 caracteres, com 36 imagens, "screen savings" retirados de textos meus, posts e comentários do Facebook ou publicados no meu blogue "O Ovo da Serpente". E sobre que versam esses textos?

No primeiro texto, "Dossier Islamófobia: caso "B" (assim mesmo, com assento no primeiro "ó") o tal "Leocardo" diz ter "mesmo muita pena que uma pessoa" que sempre considerou "uma referência" - "moi", imaginem... - e pela qual diz nutrir ainda "respeito e admiração (...) tenha caído nas malhas deste mal social que é a Islamófobia (assim mesmo, com assento no primeiro "ó"). Frisa, no entanto, que, no meu caso "parece ainda prevalecer uma réstia de bom senso, mesmo que se manifeste de uma forma um tanto ou quanto...'irregular". Porque diz isto, o tal "Leocardo"? Ele explica: "Foi-me dito a mim e a outras pessoas que deparam com as evidências que vou passar a apresentar para 'deixar estar' o Paulo Reis. Ora bem, e porquê? Estamos aqui a falar de algum coitadinho ou de um inimputável, de um bebé de colo ou quê? E afinal, o que 'fez' o Paulo Reis para merecer o que ele chama de 'ataques pessoais e violentos' da minha parte?"

Nesta elucidativa passagem, duas notas distintas. Primeiro, lá está o comprovativo do velho adágio "Quem te avisa, teu amigo é"... Segundo, o tal "Leocardo" é trôpego, na manipulação informativa. Depois de ele me ter avisado que eu era o próximo a "apanhar" dele ("Et tu, Paulo, não perdes pela demora") publiquei uma foto de uma mistura de porco e troll, no Facebook, e alertei os meus aamigos para o facto de vir aí bojarda da grossa, sem entrar em grandes pormenores. Escrevi que vinham aí "ataques pessoais, violentos e repetidos", provenientes de um "troll fanático" que, "até há relativamente pouco tempo, atacava meio-mundo e mais algum, protegido pelo anonimato". Terminava a mensagem citando George Bernard Shaw: "Nunca lutes com um porco. Ficas sujo e, além disso, o porco até gosta."

Continuando, o tal "Leocardo" foi buscar um texto de Renato Teixeira, que se auto-denomina um "jornalista de causas", onde este me ataca com violência, depois de eu ter criticado, também violentamente, uma reportagem sua na Palestina. São textos extensos, linkáveis para quem tiver pachorra de ler. Em síntese, o Renato Teixeira acha que está a acontecer um "genocídio" e uma "limpeza étnica" na Palestina, mas não consegue apresentar provas. Eu chamo-lhe "amante dos palestinianos", ele retorque que isso "o deixa a transbordar de vaidade". O tal "Leocardo", logo a seguir à reprodução de parte do texto do Renato Teixeira (membro do "Grupo Said" e um dos subscritores do apelo ao boicote do restaurante do 'chef' Avilez) diz que não vai "tomar o partido de ninguém" nessa história da Palestina mas salienta que o Renato Teixeira faz "a descrição exacta e completa da (única?) actividade actual do Paulo Reis": "Desde que acorda até que se acaba a bateria (Paulo Reis) recolhe notícias, publica 'links' para páginas de grupos anti-imigração e anti-refugiados, procura bodes expiatórios e persegue de uma forma que eu chamaria de inquisitorial toda a gente que não concorda com as teorias de conspiração que partilha à ordem das dezenas por dia nas redes sociais, acusando-os de anti-semitismo e outros disparates."

Uau! Caramba! Acontece que não é o tal "Leocardo" que me paga o ordenado todos os meses, nem está nomeado como meu tutor (não tenho qualquer tutor, já sei tomar de mim há muitos anos). Não partilhando nós leito conjugal nenhum, acho uma parvoíce pegada esta procupação do tal "Leocardo" sobre a forma como eu ocupa o meu dia, desde que acordo até que se me acaba bateria. Claro, fica a ideia, nas entrelinhas, de que eu sou financiado por alguém, para fazer o que faço. E depois? E se fosse? Seria algum crime? O que é que o tal "Leocardo" teria a ver com isso? Logo a seguir, num texto atabalhoado, o tal "Leocardo" tenta novamente falsificar a realidade e a escrita. Diz que apaguei um comentário onde eu o acusava de "chamar a sua (minha) mulher e filhos" ao barulho. O que se passou é de uma simplicidade cristalina: o tal "Leocardo" mandou-me vários comentários. Eu estava numa conversa com três ou quatro utilizadores diferentes do Facebook e, a dada altura, enganei-me, percebi mal e troquei parte de uma mensagem de terceiros, com a dele. Apercebi-me do erro, pedi-lhe desculpas e apaguei o comentário errado.

Porque é que me dou a trabalho de explicar tudo isto? Logo verão, no final deste texto. Retomando o fio à meada, o tal "Leocardo" acusa-me de, a partir daí, "ter deitado a toalha ao chão" e passado a censurar os seus comentários. Falso e verdadeiro. Nunca deitei a toalha ao chão, não era agora que o ia fazer. A partir desse dia, passei a apagar religiosamente todos os comentários que o tal "Leocardo" deixava na minha página do Facebok. É uma questão de profilaxia intelectual, ética e moral e também de urbanidade e boa educação, coisas que são escassas lá para os lados do tal "Leocardo" (é o velho problema de quando não se bebe chá em pequenino). Tenho um número razoável de amigos no Facebook, incluindo muitas amigas -  a maior parte gente que beira os meus 60 anos. A minha irmã, que vive em Portugal, vai à minha página com frequência e, às vezes, "leva", digamos, a minha mãe de 85 anos que, infelizmente, é a chamada "info-excluída", não sabendo mexer em computadores, para lhe permitir ver fotos que eu eventualmente coloque, ler alguma mensagem ou deixar-me um "olá" escrito por ela. Tenho um sobrinho de dez anos e outro de oito, também em Lisboa, que partilham a mesma página do Facebook e "falam" com o tio com frequênci e pela mesma via.

Não quero que nehum deles - tanto amigos e amigas, como família - se deparem com referências a putas, fodas, caralhos, conas, minetes, broches, enrabar, piças, cabrão, caralhadas, foda-se, merda, filho da puta, vai levar no cu, puta que pariu, caralho, paneleiro, colhões, cócegas no caralho, cagar, chatos na pentelheira, estou a vir-me, punheta, rata, entrefolhos, berbigão, grelinhos, fressureiras, barrotes atravessados no rêgo, vassouras pelo cú acima, gajos a ir à bilha uns dos outros o dia todo, caralhões pelo cú acima,  inserção anal de melões, coisas que não sejam a língua enfiadas no bujão, confusões entre o verbo "cometer" e "cu meter", comichões no rego, fascínios pela estimulação anal, suspiros por bacamartes dantescos, levar com o maço de Deus pelo rego acima, idem, idem, mas com um sardão afro, etc, etc - palavras e expressões presentes em muitas páginas do blogue "Bairro do Oriente". A lista parece infindável. Esta foi a principal razão porque comecei a apagar sistematicamente as mensagens do tal "Leocardo", sabendo de antemão, quando decidi fazer isso, que, se ele não tivesse troco, a coisa não lhe daria pica, afiançou-me quem o conhece bem. Não lhe dando pica, iria procurar estímulo noutro lado. E assim foi, parcialmente. O tal "Leocardo" desistiu de colocar comentários na minha página, depois de eu fazer uma limpeza geral, deixando ficar apenas um, como recordação. E porque razão não o bloqueei? Não me pareceu necessário. Julguei que ele teria a lucidez suficiente para entender que eu não queria mais nenhuma conversa, até porque nunca publiquei nenhum texto onde o atacasse.

Sem que eu perceba porquê, o tal "Leocardo" prossegue afirmando que "Paulo Reis resolve abandonar de vez o terreno do jogo" (?). Acrescenta que nãao sabe onde vou buscar "aquelas referências obscuras a programas de televisão egípcios". Isto tem a ver com uma referência minha a uma série de televisão baseada num texto considerado apócrifo, por especialistas em História, Sociologia e Linguística, mas que tem sido, desde o início do século XX, um dos principais instrumentos de propaganda anti-semita. Trata-se de "Os Protocolos dos Sábios do Sião", onde se descreve um alegado projeto de conspiração, por parte dos judeus, de forma a conseguirem dominar o mundo. Estes textos foram publicados, entre outros sítios, nos EUA, no jornal Dearborn Independent, de Michigan, propriedade de Henry Ford, um virulento anti-semita e talvez o mais conhecido simpatizante americano do regime nazi. "Os Protocolos dos Sábios do Sião" são citados e comentados no "Mein Kampf", de Adolf Hitler: "É completamente indiferente em que cérebro judeu essa revelação teve origem; o importante é que, com uma certeza positiva e terrível, eles revelam a natureza do povo judeu e expõem os seus contextos internos, bem como os seus objetivos finais". Na discreta página de um dos discretos perfis, que o tal "Leocardo" tem, na Internet, "The protocol of the elders of Zion" está listado como um dos seus "Livros Favoritos".

E porque razão falei eu numa série da televisão egípcia, fazendo as tais "referências obscuras" (?) que suscitaram tanta hostilidade do tal "Leocardo", levando-o também a afirmar ser irónico que eu fizesse "tantas referências ao Holocausto, a Auschwitz, e a toda essa panóplia de instrumentos de vitimização que Israel e os seus adeptos aplicam para se fazerem passar por anjinhos?" Porque em 2003 aTV egípcia produziu uma série de 41 episódios ("Horse Without a Horseman") baseada nos "Protocolos dos Sábios do Sião", série essa enraizadamente anti-semita e que foi comprada pelas TVs de 20 países árabes. Esta conversa decorreu na caixa de comentários do post de uma terceira pessoa. O tal "Leocardo" recorta parte desses comentários, de forma a deixar de fora o que não lhe interessa e insere essa imagem no seu primeiro texto de ataque pessoal que me faz, "Dossier Islamófobia: caso "B". Mas é gato escondido com rabo de fora. Nesses comentários, diz o tal "Leocardo" que "os Judeus são os maiores ladrôes", que "foram os Judeus que inventaram a usura" e que nem sequer vale a pena "mencionar a forma espectacular com que (os Judeus) surripiam território que não lhe pertence".

Para finalizar, o tal "Leocardo" insere uma foto de Heinrich Himmler, o Reichsführer (um posto equivalente a Marechal de Campo) das notórias SS (Schutzstaffel), as tropas de guarda dos campos de extermínio e, também uma parte importante do esforço de guerra alemão, as Waffen SS, que chegaram a ter 38 divisões no activo. E para quê? Ele explica-se: "Irónico também é que faça tantas referências ao Holocausto, a Auschwitz, e a toda essa panóplia de instrumentos de vitimização que Israel e os seus adeptos aplicam para se fazerem passar por anjinhos. Digo 'irónico', porque já que falamos de aparências... (foto de Heinrich Himmler) Hmm, sim, as semelhanças são gritantes, mas escuso-me de aplicar golpes baixos. E lá vai o homem dizer que o estou a 'insultar', e a ser 'anti-semita", escreve o tal "Leocardo". Ou seja, eu sou parecido, de cara, com o Heinrich Himmler. Bem, não sei que diga. Nasci com esta cara, o Himmler já morreu, que hei-de eu fazer, para agradar ao tal "Leocardo"? Não posso fazer nada...

A diatribe anti-semita do tal "Leocardo" não termina aqui. Reproduz um texto de Gil Vicente, a quem chama, com ironia, "seu 'anti-semita' malvado", argumenta que não está "a tomar qualquer partido e que "a Igreja Católica deu aos judeus o mesmo tratamento que os islamófobos dariam ao islâmicos". Garante, depois não ser "anti-coisa nenhuma" e que isso "só existe" na minha mente "nublada pela (...) Islamófobia". O tal "Lecardo" descreve, depois, conversas que teve com alguns amigos judeus que viviam em Israel e explica que "os mais dotados" de entre eles preocupavam-se imenso com a hipótese de um "conflito armado durante os 3 anos em que eram obrigados a cumprir serviço militar". Os outro, "os imbecis, são os que vão para Gaza fazer o trabalho sujo que o Paulo Reis e o seu amiguinho Praeger parecem tanto apreciar - burros é que eles não são mesmo nada. É fácil falar quando tudo o que o move é o ódio por uma das partes, de facto. E sem precisar de tirar o rabiosque de uma cadeira e pegar em armas, mais fácil ainda". Palavras para quê? É o tal "Leocardo"...

Um comentário meu ao trabalho de uma activista pela causa palestiniana, que pretende ser jornalista - na minha opinião - é considerado pelo tal "Leocardo" um "insulto", porque eu escrevo que a Alexandra Lucas Coelho, do "Público", é uma apoiante da violência contra mulheres, da poligamia, dos tribunais islâmicos, da Sharia e do extermínio dos Judeus. Nas horas vagas, amante de árabes, e quinta-coluna para encher Portugal de muçulmanos". Pode a verdade insultar? Pode. Mas não deixa de ser verdade, por alguém se sentir insultado. Há quem reaja violentamente à acusação de que Hitler era um assassino, argumentando que ele até gostava de crianças. Pois. Desde que não fossem Judias. Tudo o que eu digo sobre a Alexandra Lucas Coelho é retirado de textos que ela própria tem escrito, ao longo de muitos anos, no jornal Público. Não se esqueçam que estamos perante uma senhora (?) que, na véspera das eleições americanas, escrevia no Público que gostava de permitir "que todos aqueles norte-americanos do México (?)" pudessem ir às urnas, nos EUA, para tirar do seu alcance, de vez, "aquele lixo" chamado Trump. E mais: "Em 2008 não apenas torci por Obama na corrida para a nomeação Democrata, em que Hillary era a rival, como depois tirei uma semana de férias para festejar no Harlem a vitória dele", escreveu a Alexandra Lucas Coelho, no dia 7 de Novembro deste ano. Que grande festarola que deve ter sido, uma semana inteira no Harlém!

De seguida, o tal "Leocardo" atira-se a um texto que publiquei no meu blogue "O Ovo da Serpente", intitulado "O Brexit visto pelo MEC, um merdoso com cheiro a nazi": "E suponho que isto também não é nenhum 'insulto'. Pois não, aliás, quando alguém começa a notar 'um cheiro a nazi merdoso' (ou merdoso nazi, sei lá, a doença não é minha - oops, outro 'insulto'), olha para o lado e diz logo 'ah, afinal é só o MEC". Começando pelo princípio: "Merdoso" quer dizer "de fraca qualidade ou de pouco valor; mau, ordinário, reles, aborrecido, desagradável, que desempenha mal ou de forma insuficiente uma função, que é considerado desprezível ou moralmente repreensível", de acordo com o Dicionário Online Priberam. Nazi, todos sabem o que quer dizer. Até o tal "Leocardo". E  porque chamo eu "nazi merdoso" ao Miguel Esteves Cardoso? Essa parte o tal "Leocardo" não cita, nem "fotografa" com recurso a um "screen save". Ignora-a completamente e ignora o que digo, em cerca de 6 mil caracteres, para tentar, mais uma vez, falsificar e distorcer o debate.

E que digo eu? Explico que o MEC, num texto do Público, disse sentir-se “triste que uma pequena maioria tenha decidido sair da União Europeia”, no referndo pelo Brexit; lamenta que os ingleses "mais bem educados, mais cosmopolitas, mais jovens, mais liberais" tenham sido derrotados nas urnas. Os vencedores, frisa, foram "os ingleses, escoceses, galeses e irlandeses do Norte que são os menos simpáticos - incluindo os mais repugnantes (…)”. Esta "gentinha", acrescenta, "tem mais de 40 anos, deixou de estudar aos 16 e não saberá vestir outra coisa que não sejam calças de fato de treino cinzentas". Perante o desastre eleitoral, o MEC propõe que se crie um novo estado, com capital em Birmingham, para onde fossem deportados “todos os ingleses e galeses que quiseram sair da União Europeia". O cronista do Público escreve ainda, aparentemente cabisbaixo: "Que pena não se poderem aproveitar os resultados deste referendo para redistribuir as populações do Reino Unido de maneira a juntar pessoas que partilham a mesma mentalidade insular e inglesinha e impedir que fossem incomodadas por alienígenas.” Mais uma vez, pode a verdade ser insultuosa? Pode. Mas não deixa de ser verdade. O Miguel Esteves Cardoso assume uma postura nojenta, de contorrnos eugénicos, ao dividir os habitantes do Reino Unido em "educados, cosmopolitas, liberais", de um lado - o seu lado - e os "menos simpáticos (...) e os mais repugnantes", do lado dos seus adversários. O MEC é um merdoso, no sentido de indivíduo "de fraca qualidade, pouco valor, reles, desprezível e moralmente repreensível". E nazi, porque querer deportar uma parte da população de um país, apenas porque essa parte pensa de maneira diferente, é um comportamento nazi (embora, em abono da verdade, também possa ser classificado como estalinista).


Por causa de um outro comentário meu, desta vez acerca de uma entrevista do xeque Munir ao jornal Público, o tal "Leocardo" desembesta novamente e demonstra (?) como eu ataco tanto pessoas como ideias. O meu texto cita passagens da entrevista daquele líder religioso, em 2003, onde ele explica como funciona o Tribunal Islâmico da Mesquita de Lisboa: "A sala da Mesquita Central de Lisboa está fria e quase vazia. Não há juízes nem advogados, mas aqui costumam reunir-se 'sábios' que deliberam, sobre questões familiares ou sociais, como se estivessem num tribunal. A sua lei não é civil, mas islâmica - a Sharia", diz o primeiro parágrafo do texto. "Uma paranóia bem demonstrativa deste estado de coisas. A propósito de uma reportagem do Jornal Público datada de 2008 (2003!), antes do início de toda esta demência, Paulo Reis clama que 'existe um sistema jurídico ilegal e paralelo' na Mesquita de Lisboa". Clamo??? Eu clamo que existe um "sistema jurídico ilegal e paralelo na Mesquita de Lisboa", quando é o próprio xeque Munir que informa e explica, aos jornalistas do Público, como funciona o Tribunal Islâmico da Mesquita de Lisboa??? Mais: diz o tal "Leocardo" que "essa conversa de "sharia" é uma presunção (muito livre, aliás) só e apenas da autoria do jornalista que fez a reportagem (?)", uma vez que "nem o xeque Munir afirma em parte alguma ter pretensões a seja o que for". Ora, no segundo parágrafo, escreve-se que o xeque Munir "começa logo por clarificar que a exigência de a mulher 'ser submissa' ao homem 'não passa de uma metáfora'. O que é ser submissa? É o homem dizer 'levanta-te!' e ela levantar-se? Ou ele dizer 'senta-te!' e ela sentar-se? Isso não é submissão, é ser escrava. Não tem nada a ver com a Sharia', frisa David Munir'. 'O facto de em algumas sociedades a mulher ainda ser considerada inferior, não tem nada a ver com a Sharia, mas com a tradição e a cultura' dos países", acrescenta o imã da Mesquita de Lisboa.

No decorrer da reportagem, o xeque Munir resolve dar um exemplo concreto de um julgamento efectuado no Tribunal Islâmico da Mesquita de Lisboa: "Quanto a separações, o Xeque lembra-se de um caso em que um membro da comunidade se mostrava tão renitente em conceder o divórcio à mulher que os teólogos tiveram de tomar uma decisão 'segundo a Sharia'. O casamento era apenas religioso e a deliberação foi 'a favor da esposa, que tinha o direito de refazer a sua vida, mesmo que o marido não aceitasse", escreve o Público. Mas espera aí! O Público escreve isto e eu é que tenho "uma paranóia" e me ponho a clamar falsamente - alega o tal "Leocardo" - que "existe um sistema jurídico ilegal e paralelo" na Mesquita de Lisboa?? Mas o que é isto? Uma brincadeira? Uma bebedeira? Um "high" de alguma substância psicotrópica proibida? Um indigestão provocada por uma omolete de cogumelos mexicanos? Um delírio do subtipo grandioso, em que a pessoa está convencida de que fez uma grande e importante descoberta? Uma situação resultante da sonorização de pensamentos com vivência alucinatório-delirante? Este tal "Leocardo" é um palhaço, um palhacinho, um palhaçote ou um palhação?

O ponto seguinte do tal "Leocardo" tem a ver com um texto meu intitulado "Jornalistas de cócoras?", publicado no blogue "O Ovo da Serpente". Em síntese, nesse texto eu pergunto porque é que, de repente, há dezasseis meses, desapareceram as notícas sobre a agressão do xeque Munir contra a sua mulher, quando lhe partiu o nariz. O tal "Leocardo" começa por insinuar que houve qualquer coisa de esquisito no comportamento da mulher: O "xeque Munir foi às fuças àquela tipa que era mulher dele, que depois foi para a imprensa a esvair-se em sangue, e só a seguir foi ao hospital - isto é, se foi. E porque é que ninguém fala mais nisso, ah? Ah???", escreve ele, arreganhando a dentuça amarela. Pelo que sei e pelo que se pode ler nos mais diversos sites da Comunicação Social de Portugal, o INEM que foi chamado a prestar auxílio à senhora, dentro da Mesquita de Lisboa. Na sequência da agressão - diz o site da TVI, por exemplo - a afegã Nazira Barakzay pediu ajuda a uma amiga e chamou a polícia. "De seguida, foi conduzida pelo INEM ao hospital de Santa Maria". Mas o que é isto? Este tal "Leocardo" é um palhaço, um palhacinho, um palhaçote ou um palhação?

Não mencionando - dolosamente, pode dizer-se - que o meu texto se interroga porque razão deixou de haver notícias sobre esta agressão, de repente, ignorando-se qual o desfecho do caso, o tal "Leocardo" escreve, ironicamente (julga ele...): "Então seus 'cobardes' que 'se ajoelham perante os interesses islâmicos'? Toca a abrir telejornais com essa notícia de há um ano, então? E nem se atrevam a mencionar que em Portugal morreram 42 mulheres só no ano passado vítimas de violência doméstica - para o Paulo Reis e a sua troupe de islamófobos de serviço, estariam a 'branquear a agressão do Xeque Munir'. Ui!" Como se torma claro com isto, toda a estratégia comunicacional do tal "Leocardo" se centra na omissão dos factos mais importantes, juntamente com a peixeirada mais acintosa e barulhenta, de forma a distrair o mais possível do cerne da questão. Facto importante, nesta matéria: até hoje, não houve uma única notíca - e não esqueçamos que já se passou mais de um ano - a revelar qual foi o desfecho do caso. A queixa de violência doméstica incluindo agressão (crime público) prosseguiu, para julgamento? Houve julgamento? Qual foi a sentença? O xeque Munir foi considerado culpado? Inocente? Como se interrogou Lenin, no título do seu célebre livro, "Que fazer"? Neste momento, nem sei! Este tal "Leocardo" é um palhaço, um palhacinho, um palhaçote ou um palhação?

Voltando à minha "Islamófobia" (assim mesmo, com assento no primeiro "ó"), o tal "Leocardo" diz que esse problema mental me faz usar um "tipo de julgamento muito 'dread" (?) ao acusar o "Correio da Manhã" de anti-semitismo, por causa do seguinte título de primeira página: "Sargento de baixa psiquiátrica mata com arma israelita por uma bola de Berlim". O Correio da Manhã é sobejamente conhecido, entre a classe jornalística e junto da comunidade israelita de Lisboa, por ser o mais anti-semita de todos os jornais portugueses - o que faz com que seja o mais apreciado de todos os jornais portugueses junto da extrema-direita neo-za portuguesa. O editor da sua secção de Internacional, Francisco J. Gonçalves,  principal entusiasta dessa postura, é um jornalista que elogia "o Hezbollah" libanês, por este ser "o mais forte contra-poder à expansão de Israel"; argumenta que o "Hamas (:...) usa métodos terroristas" mas pretende que são justificáveis, porque a sua luta é "uma luta nacionalista contra Israel"; classifica este país como tendo sido “criado em terras roubadas (...) com contas por saldar com a História”;

Procurando causar um impressão humorística para a qual, definitivamente, não tem capacidade, o tal "Leocardo" continua, alegando mais uma vez que eu sofro de "Islamófobia" (assim mesmo, com assento no primeiro "ó") por reproduzir uma notícia do "Washington Post" sobre o facto de as prisões francesas estarem a encher-se de muçulmanos ("In France, Prison Filled with Muslims") e comentar, lembrando que não foram os imigrantes polacos que obrigaram as autoridades norueguesas a criar aulas especiais para ensinar os "refugiados" que não era correcto violar mulheres. Isto, no entender do tal "Leocardo", demonstra a minha "convicção islamófoba" e goza que nem um perdido: "Os imigrantes não são um problema??? Arghhh....eles estão aí! Vêm trazer a sharia! E a jihad! Socorro!!" Logo adiante, tenho um comentário relacionado com uma notícia que é, de facto, extremamente violento (ao contrário do tal "Leocardo", consigo reconhecer que, às vezes erro e também me posso enganar): "Refugiados terão médico de família numa semana e não vão pagar taxas moderadores", titula o jornal Público. Confesso que me saltou a tampa, ao ler estas declarações de Francisco George, director-geral dos Serviços de Saúde. No princípio deste mês de Novembro, ainda havia 930 mil portugueses sem médico de família. Há casos de tempos de espera de um ou dois anos, paara consultas de especialidade, em Portugal. De recordar que um cidadão português paga, hoje em dia, entre 16 a 20 euros, pelo atendimento num serviço de urgência, a título de taxas moderqadoras. Em 2013, os cidadãos nacionais desembolsaram 19 milhões de euros para os cofres do estado, também em taxas moderadoras.

Não me orgulho propriamente do nível do comentário que fiz, mas pronto. Deu-me um ligeiro "amok", devido àquilo que conheço dos serviços prestados pela Saúde, em Portugal. Fiz, está feito: "Mais um pulha cuja especialidade é fazer 'felatios' a tudo quanto é mais escuro que uma folha A/4, muçulmano e refugiado." Pelo menos, isso provocou uma satisfação de cariz orgastico ao tal "Leocardo": "Felatios'??? Ai os 'insultos". E desde quando é que uma folha A4 é 'escura?" Esta parte não percebo. Eu escrevo que o director dos serviços de Saúde tem uma política que favorece cidadãos estrangeiros, em detrimento dos portugueses, definindo esses cidadãos como sendo mais escuros que uma folha A/4, muçulmanos e refugiados, na sua quase totalidade. O tal "Leocardo" não consegue entender e questiona: "E desde quando é que uma folha A4 é 'escura?" Que Diabo, eu digo exactamente o contrário! Eu refiro que esses cidadãos estrangeiros, que não têm de pagar taxas moderadoras, como os portugueses pagam e que conseguem ter médico de família numa semana, equanto há portugueses que esperam há anos por um médico de família, são, na sua quase totalidade, "mais escuros que uma folha A/4" - folhas essa, estarão todos bem cientes, é branca de neve. Mas este tal "Leocardo" é um palhaço, um palhacinho, um palhaçote ou um palhação?

Não contente com tudo isto, o tal "Leocardo" avança para outros terrenos, especulando sobre se "tudo aquilo" (a minha "islamófobia" - assim mesmo, com assento no primeiro "ó") será "ressentimento", atendendo ao facto de eu ter nascido em Angola e a guerra civil me ter obrigado a vir para Portugal em 1975 (1976!): "Aposto que o Paulo Reis era daqueles que se 'atirava' a quem o chamasse de 'retornado', mas agora para ele esse é como se fosse um título da realeza - é que REFUGIADO, NUNCA!" WTF??? Mas este gajo droga-se? Bebe uma garrafa de vodka antes de ir para o trabalho, de manhã? ? Afinfa-lhe na veia? Anda num "high" permanente, com alguma substância psicotrópica? Ingere omoletes de cogumelos mexicanos ao pequeno-almoço? Sofre de um delírio do subtipo grandioso e anda convencido de que fez uma grande e importante descoberta? Ou é vítima de uma situação resultante da sonorização de pensamentos com vivência alucinatório-delirante? Em relação ao meu "estatuto de retornado", tive sempre uma postura idêntica à daquele ditado norte-americano sobre a pobreza: "Nunca te orgulhes nem te envergonhes dela, tenta mas é afastá-la o mais rapidamente possível". Nos primeiros tempos em que vivi em Portugal, sempre que abria a boca, as pessoas com quem falava perguntavam-me logo: "Ah, você é retornado?" Eu confirmava, com naturalidade, uma vez que o meu sotaque - e o de qualquer outro jovem português nascido e criado em Angola, era substancialmente diferente do dos portugueses de Portugal. Lembro-me de duas ou três situações de alguma hostilidade e agressividade, dirigidas a mim e outros jovens que estavam comigo, por causa desse "estatuto de retornado", mas sem consequências de especial. Portanto, não saí desse tempo de adaptação um paí novo e a um novo país, com qualquer trauma.

Sempre insatisfeito, o tal "Leocardo" arremete e intromete-se numa troca de galhardetes entre mim e aquele tolinho do Vitório Rosário Cardoso, o pobre coitado "social-democrata de extrema-direita", de quem quase toda a gente se ri, em Macau e em Portugal (só não ri quem não o conhece). Isto começa quando eu questiono o Vitório sobre uma sua afirmação segundo a qual "o Partido Social Democrata é o mais português partido político nacional", no Facebook. Sem referir a construção gramatical feita com os pés, respondi a esta pomposa asserção do Vitório lembrando-he que "nenhuma força política tem o direito de se arrogar ser mais portuguesa do que outra". Fazê-lo era (e continua a ser, na minha opinião) "um insulto e uma ofensa aos portugueses que pensam de uma forma diferente (da dos militantes e dirigentes do PSD), um direito que lhes é garantido pela Constituição da República Portuguesa". O Vitório discordou e contrapôs que "Pelo decurso (?) da História do Partido, tem sim (esse) direito, por mais que a brigada do politicamente-correctês não o concorde." Uma escrita algo confusa mas, enfim, até aqui ainda se percebe. "Existem certos portugueses ao serviço de interesses externos, ou porque são anti-islâmicos por serem a favor dos judeus ou anti-judeus por serem a favor dos islâmicos. Ambos muçulmanos e judeus e com os Reis Católicos foram levados a bom porto os Descobrimentos, a não esquecer". Caramba! Chegado aqui, vi-me obrigado a fazer uma pausa, para reflectir e tentar perceber o significado das palavras do Vitório.

Desisti, passado pouco tempo, perante a nítida e enorme baralhação que vai naquela triste cabecinha e tentei colocar a questão de uma forma mais simples e acessível: "Vitório, o que é que te dá o direito de dizeres que és mais português do que eu?" - perguntei. Contudente, cortante, categórico, directo, incisivo e firme, o Vitório respondeu-me: "Ambos sabemos muito bem" (???????) Aqui, confesso que me irritei um pouco com esta petulância miserável do rapazinho e puxei um bocado dos galões, pedindo-lhe que confirmasse se ele era, de facto, "uma raça' de português superior à minha" e se teria coragem para o "afirmar publicamente". Fiz-lhe notar que ainda lhe faltava alguma coisa "para ser um homenzinho" (testosterona, muito provavelmente...)  e terminei por lhe lembrar que ele não tinha sequer idade para ter usado a farda da Mocidade Portuguesa, farda essa que eu usei durante vários anos, em Angola. O Vitório escavacou-me (??!?!) completamente com a resposta: "Meu caro, supõe muito e acerta pouco. Eis o seu problema..." O tal "Leocardo" exultou: "O Vitório do Rosário Cardoso, diplomático como sempre, 'tirou-lhe a chapa', e como reage o Paulo Reis?" Ele pergunta e responde, colocando mais uma imagem, onde se pode ler um outro comentário meu às atoardas do Vitório sobre o tal partido "mais português" do que todos os outros: "Patético..." O tal "Leocardo" transforma-se imedediatamente numa megera carpideira, classifica, ironicamente, o meu comentário como "muito desportivamente, como sempre, aliás" e pergunta o que aconteceu à minha "militância pelo respeito pela opinião alheia". Como habitualmente, o tal "Leocardo" faz o mal e a cramunha, pergunta e responde, com a sua conhecida elevação: "Reason? Lá é preciso 'reason"? Então, Paulo Reis, não aceita que 'outros tenham uma opinião diferente da sua?'. Essa é boa. Sabe o que mais? Se calhar devia ter seguido ali o conselho daquela outra atropelada mental, que nem me conhece de lado nenhum e acusa-me de 'anti-semitismo' e outras alarvidades. Mas esta parece que quer mesmo é atenção, e eu não tenho jeito para canalizador (insulto! insultoooo!!!). Portanto quanto a quem 'se engasga'..." Tirando o trocadilho torpe sobre não ter jeito para "canalizador", o resto das frases não faz sentido. Este tal "Leocardo" é,  de facto, um palhacinho, um palhaçote, um palhaço e um palhação, consoante as horas do dia.

O toque final, para encerrar esta já longa diatribe: o tal "Leocardo" termina a afirmar ser "interessante que eu fale em 'definições de carácter', a propósito do facto de ele ter sido, durante anos, um bloguer anónimo - uma "técnica cobarde", escrevi eu, utilizada por ele "para denegrir meio-mundo e mais alguém". E conclui: "No meu caso o anonimato, no seu tudo o que está exposto acima neste artigo ("Dossier Islamófobia: caso "B" - assim mesmo, com assento no primeiro 'ó'). Passe bem, se tal for possível, e as melhoras". E pronto. Assim termina este primeiro texto do tal "Leocardo", dedicado a mim. Nos restantes, vira o disco e toca o mesmo: eu sou xenófobo, islamófobo, ando misturado com selvagens (?); deseja-me as melhoras, novamente, fala nos meus "delírios islamófobos e xenófobos"; congratula-se porque o "Paulo Reis não escreve sobre 'a melhor forma de gerir a economia de um país"; vai buscar um post meu com um vídeo da lapidação de uma mulher, no Afegastinão, se a memória não me falha, mas não lhe faz nenhum comentário; misturando-me com um outro utilizador, Alex Prager, o tal "Leocardo" pergunta-lhe: "(...) qual é a percentagem de território palestiniano que os teus camaradas de Israel ocuparam ilegalmente? Aposto que não anda muito longe dos tais 99%. Já faltou mais";

Bom, depois de analisar cuidadosamente os quatro textos do blogue "Bairro do Oriente" que me são directamente endereçados, de ler demoradamente centenas e centenas de textos do mesmo blogue e alguns (bastante menos) textos publicados no jornal "Hoje Macau", dirigido pelo jornalista Carlos Morais José, a minha primeira conclusão é esta: o tal "Leocardo" é, de facto, um palhacinho, um palhaçote, um palhaço e um palhação, de acordo com as horas do dia, os dias da semana, os meses do ano e as próprias estações. A segunda conclusão a que cheguei é que o tal "Leocardo" corre o sério risco de vir a acabar mal. Um dia destes, salta completamente a tampa a alguém, e esse alguém decide fazer-lhe uma espera à saída de casa ou à entrada para o trabalho, partindo-lhe as rótulas com um martelo. Isto significaria que, daí em diante, o tal "Leocardo" passaria a andar de muletas, na hipótese óptima, de cadeira de rodas, na mais provável. Tive a oportunidade de ver, de perto, alguns casos do género, em Angola, naqueles anos conturbados entre 1974 e 1976. Um grupo de malta pouco recomendável, residente ali nuns bairros de lata dos arredores da cidade e dotada de alguma criatividade, resolveu usar esta técnica do martelo nas rótulas para intimidar e manter a concorrência fora das suas zonas de venda de liamba, a.k.a. maconha. Como nós éramos simples compradores, tínhamos acesso a algumas dessas zonas e foi aí que me cruzei com dois rapazes que se deslocavam sobre pequenas plataformas de madeira colocadas em cima do "chassis", chamemos-lhe assim, de um carrinho de bébé. Uma vez, quandoo produto demorou mais a ser aviado, dei dois dedos de conversa com um deles, que me explicou que aquilo tinha "doído p'a c......." e continuado a doer durante meses a fio, porque não haver cirurgia correctora, ou sequer redutora, disponível.

Essa foi uma época complicada, em Angola, onde se ultrapassaram muitos limites. Lembro-me da captura de um grupo de soldados sul-africanos, com o rosto e os braços cobertos de graxa negra, a habitual camuflagem das forças especiais, em finais de 1975. A raiva era muita e, do meio do pessoal das FAPLA, alguém deu uma sugestão: tirar-lhes a graxa da cara e dos braços com escovas de aço, daquelas que se usavam para limpar a ferrugem dos veículos blindados. O resultado final foi pouco agradável de se ver e nenhum deles sobreviveu mais do que meia-dúzia de horas. Na prática, foram esfolados vivos porque o pessoal decidiu mandá-los despir e acabou por os esfregar com as escovas de aço dos pés à cabeça. Bem, estou aqui neste devaneio, a lembrar-me destas coisas do passado e, às tantas, ainda acabo por dar ideias a alguém, em relação à forma de ajustar contas com o "Leocardo"! Mas se faço estas observações é porque, como disse, tenho a sensação, a certeza, quase, de que o tal "Leocardo" vai acabar mal. Muito mal. Nas horas que passei, nos últimos tempos, a ler textos e mais textos que o tal "Leocardo" tem arquivados no seu blogue "Bairro do Oriente", tive a sensação de estar a navegar num esgoto gigantesco, dentro de um barco com fundo de vidro. Vi-me obrigado, em intervalos regulares, a fechar o computador, ir até à varanda, respirar fundo e expirar com força, para afugentar as náuseas.

Uma das coisas que realmente me espanta é o facto de o tal "Leocardo" ainda não ter acabado mal. Perante o chorrilho de insultos, a quantidade de caralhadas e, acima de tudo, o número, forma e diversidade de sugestões para técnicas de penetração anal, minuciosamente descritas pelo tal "Leocardo", tudo isto aberta e organizadamente dirigido aos seus adversários, inimigos, concorrentes, correligionários - companheiros de tertúlia, até, como no caso recente do dr. Arnaldo Gonçalves - admira-me que ainda não tenha acontecido ao tal "Leocardo" o mesmo que vi acontecer, em 1986, a um jovem chinês, à saída da discoteca que ainda funcionava, na altura, no prédio já quase abandonado do Hotel Grand (ou Grand Hotel?), ali no final da Sân Malou, quase de frente para a Ponte 16. Houve um rápido ajuste de contas, quando eu e mais dois amigos íamos a sair e, de repente, só vi o tal jovem sentado no chão, costas na parede e os braços flácidos, pendentes e inertes, cobertos de sangue. Tinham-lhe dado dois golpes profundos na zona oposta aos cotovelos. Ficámos parados alguns minutos, ali no corredor, enquanto o pessoal para-médico lhe prestava os primeiros-socorros. Foi então que reparei que a perda de sangue era o mal menor. Os golpes tinham chegado aos tendões e o rapaz estava inválido, inutilizado para sempre, sem poder mexer os braços.

Eu próprio tenho que confessar: se o tal "Leocardo" me tivesse insultado - ou vier a insultar, hipótese que não é de excluir - da mesma forma e com a mesma contundência, intensidade e repetição como fez a muitas outras pessoas que se cruzaram com ele, indvertidamente, na Internet, de certeza que me dava um "amok" a sério. A primeira coisa que teria vontade de fazer, cheira-me que era telefonar à "Macau Professional Baseball Association" para lhes perguntar onde é que eu podia comprar um taco de baseball, mesmo em segunda ou terceira mão. E se, a seguir, o "amok" ainda não me tivesse passado, era bem possível que não conseguisse resistir à tentação de lhe fazer uma espera à saída de casa ou à entrada para o trabalho, para lhe partir os tornozelos com o taco de baseball. Claro que isso seria extremamente aborrecido e, provavelmente, significaria, para mim, uma estadia de alguns meses em Coloane, no Estabelecimento Prisional. Mas estou convencido de que uma leitura de textos seleccionados do blogue "Bairro do Oriente", em audiência de julgamento, seria um factor fortemente atenuante da minha culpabilidade e que não deixaria de sensibilizar, profundamente, o colectivo de juízes encarregue de me julgar, levando-os, muito provavelmente, a determinar uma simples pena suspensa.

Para terminar este longo texto, resultante do meu azarento encontro virtual com essa tão desagradável figurinha, o tal "Leocardo" (que é o boçal escriba que assina com o mesmo nome no "Hoje Macau", periódico dirigido pelo conceituado jornalista Carlos Morais José) e a fim de lhe poupar trabalho, fica aqui a indicação: praticamente todos os dias, a meio da manhã, vou até ao Café Caravela, onde leio o jornal e bebo uma Coca-Cola. Se o tal "Leocardo" achar que lhe devo alguma satisfação ou pretender pedir meças, por causa do aqui escrevo, hoje, já sabe onde me encontrar e mais ou menos a que horas.

Chamo a atenção do tal “Leocardo” para dois detalhes: primeiro, logo que chegar à Caravela, verifique se não está alguém à sua frente. Com a quantidade de "amigos" que eu tenho em Macau, não é hipótese de excluir. Caso assim seja, olhe, faça de conta que tirou uma senha e espere pela sua vez, que o atendimento será feito de acordo com a ordem de chegada. Segundo, se estiver a pensar em ir lá apenas para rosnar, ladrar e cirandar na zona, armado em malandreco e a lançar-me olhares maus, como é seu hábito, não faça isso!

É que eu, depois de ler com a máxima atenção, na noite passada, tudo aquilo que vocês escreveu sobre mim (o que eu ainda não tinha feito) só de imaginar em cruzar-me consigo, vêm-me imediatamente ganas de lhe cortar a garganta, esmagar-lhe o crâneo até a massa encefálica lhe sair pelos olhos fora, arrancar-lhe os tomates e enfiá-los pela sua garganta abaixo. Da próxima vez que o vir na rua, sinceramente, não sei se me consigo controlar e se serei capaz de passar por si sem lhe rachar ao meio essa cabeça de porco.

Não sendo um hipócrita à sua semelhança, não lhe desejo as melhoras, como você fez, várias vezes, nos posts cheios de merda que me dirigiu. Limito-me a copiar uma prática sua, embora discordando dela e despeço-me à moda do Luís Crespo, a.k.a. "Leocardo": vá para a puta que o pariu, seu aborto de merda, sua excrecência purulenta que conspurca este pequeno território.

Faça um favor a si próprio e mate-se rapidamente, antes que alguém, de entre as centenas de pessoas que você sistematicamente tem vindo a insultar, ao longo dos anos, aqui em Macau, decida apanhá-lo pela calada da noite e cortar-lhe os tendões de Aquiles, para o pôr a arrastar-se numa cadeira de rodas pelo resto da vida..

Paulo Reis
pjcv.reis@gmail.com